O que diz a legislação de trabalho sobre pontos facultativos, domingos e feriados?

Entenda quais doenças geram mais afastamentos nas empresas e como a prevenção pode reduzir custos e fortalecer a produtividade das equipes.
10 de Fevereiro de 2026
Leitura de 6 min
A saúde ocupacional deixou de ser apenas uma exigência legal e passou a ocupar um papel estratégico na gestão de pessoas. Cada vez mais, empresas enfrentam impactos diretos do absenteísmo, presenteísmo e afastamentos prolongados, que afetam a produtividade, aumentam custos e sobrecarregam equipes. Nesse cenário, entender quais doenças mais afastam colaboradores do trabalho é fundamental para que o RH atue de forma preventiva, promovendo ambientes mais seguros, saudáveis e sustentáveis.
Problemas musculoesqueléticos, transtornos de saúde mental, doenças crônicas e condições relacionadas à ergonomia e ao estresse estão entre as principais causas de licenças médicas nas organizações. Leia mais sobre o assunto a seguir!
Índice:
Em 2025, o Brasil contabilizou aproximadamente 4 milhões de afastamentos do trabalho por motivo de doença, o maior volume registrado nos últimos cinco anos. Entre as causas mais frequentes, as doenças musculoesqueléticas, especialmente as relacionadas à coluna, continuaram predominando. A dorsalgia, caracterizada por dores nas costas, liderou o número de concessões de benefícios, com 237.113 licenças aprovadas, mantendo a primeira posição no ranking desde 2023.
Logo depois aparecem os transtornos dos discos intervertebrais, como a hérnia de disco, que resultaram em 208.727 afastamentos. No entanto, a análise dos dados revela uma mudança importante no perfil de adoecimento dos trabalhadores. Além das causas físicas tradicionais, os problemas de saúde mental passaram a ganhar destaque significativo.
Já no ano anterior, relatórios apontavam um aumento expressivo das licenças relacionadas a transtornos psicológicos, indicando uma crise de saúde mental no país. Em 2025, esse cenário se intensificou: os casos de ansiedade e depressão cresceram novamente e, quando considerados em conjunto, já representam o segundo principal motivo de afastamento do trabalho no Brasil, ficando atrás apenas das doenças da coluna.
A dorsalgia, termo médico usado para designar dores na região das costas (especialmente na coluna torácica, mas que também pode atingir áreas cervical e lombar) é uma das queixas mais frequentes na saúde ocupacional. No ambiente corporativo, costuma estar associada à má postura, longos períodos sentado, movimentos repetitivos, esforço físico excessivo e postos de trabalho mal ajustados.
Nesse mesmo grupo estão a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs), condições que se desenvolvem de forma gradual devido à repetição contínua de movimentos, sobrecarga muscular e posturas incorretas. Tendinites, bursites, mialgias, dedo em gatilho e dores crônicas são exemplos frequentes.
Por evoluírem silenciosamente, muitas vezes essas doenças só são diagnosticadas quando já comprometem o desempenho ou exigem afastamento, uma vez que esse tipo de dor pode comprometer significativamente a capacidade funcional do colaborador.
A prevenção passa, sobretudo, pela ergonomia. Ajustes simples já reduzem o risco de sobrecarga muscular. Equipamentos adequados, rodízio de tarefas, ginástica laboral e treinamentos sobre postura e manuseio de peso também são medidas eficazes para proteger a saúde física dos trabalhadores.
Além das queixas físicas, os riscos psicossociais têm ganhado destaque como importantes causas de afastamento. Estresse crônico, pressão excessiva, conflitos interpessoais e falta de apoio organizacional podem afetar a saúde mental, física e social do trabalhador, favorecendo quadros de ansiedade, depressão e até a síndrome de burnout, uma das formas mais graves de esgotamento profissional.
Diferentemente das dores musculares, esses problemas nem sempre são visíveis, o que faz com que muitas situações passem despercebidas até se tornarem mais sérias. Por isso, a prevenção exige uma abordagem contínua, com atenção ao clima organizacional, diálogo aberto, gestão do estresse e ações que promovam o bem-estar emocional.
Cada empresa deve planejar ações preventivas alinhadas à sua realidade operacional, considerando os riscos específicos das atividades desempenhadas e as características do ambiente de trabalho. A adoção de práticas contínuas de cuidado contribui para reduzir acidentes, doenças ocupacionais e afastamentos.
Confira algumas medidas que podem ser implementadas:
Além dessas iniciativas, oferecer plano de saúde com ampla cobertura também é uma importante estratégia preventiva, pois facilita o acesso a cuidados médicos e reforça o compromisso da empresa com a qualidade de vida dos profissionais.
Não há uma única enfermidade que, por si só, determine o maior número de dias de afastamento. O tempo de licença médica varia conforme a condição clínica de cada pessoa, a gravidade do quadro, o tipo de atividade exercida e a avaliação do profissional de saúde, e não apenas pelo diagnóstico. Ainda assim, algumas doenças costumam demandar períodos mais extensos de recuperação, seja pela limitação funcional, seja pela necessidade de tratamento contínuo ou reabilitação.
A seguir, veja exemplos de condições que frequentemente estão associadas a afastamentos mais prolongados (sempre de acordo com a análise médica individual):
Diante desse cenário de afastamentos prolongados e do impacto direto das doenças físicas e mentais na rotina das empresas, investir em benefícios corporativos estratégicos torna-se uma medida preventiva essencial. Soluções como o iFood Benefícios permitem que o RH ofereça mais flexibilidade e cuidado no dia a dia do colaborador, incentivando alimentação adequada, bem-estar e qualidade de vida.
Ao apoiar hábitos mais saudáveis e reduzir fatores de estresse, esse tipo de benefício contribui para a prevenção de adoecimentos, fortalece o engajamento e ajuda a diminuir o número de afastamentos relacionados à saúde. Confira mais sobre o nosso cartão de benefícios!





