Como cultivar um bom relacionamento interpessoal profissional?

Entenda por que o senso de pertencimento é decisivo para engajar, reter talentos e fortalecer a cultura organizacional.
5 de Fevereiro de 2026
Leitura de 5 min
Durante muito tempo, o engajamento foi tratado como sinônimo de uma satisfação pontual: um bom salário, benefícios competitivos ou um ambiente agradável. Hoje, as organizações mais maduras entendem que existe algo ainda mais profundo sustentando a relação entre pessoas e empresas: o senso de pertencimento. Sentir que se faz parte, que é visto, ouvido e valorizado, tornou-se um dos principais fatores de retenção, desempenho e bem-estar no trabalho.
Em um mercado marcado pela alta rotatividade, disputas por talento e crescentes demandas emocionais, o pertencimento deixa de ser um conceito abstrato e passa a ser uma alavanca estratégica. Empresas que conseguem construir esse vínculo criam equipes mais comprometidas, colaborativas e resilientes. E, nesse processo, o RH ocupa um papel central.
Índice:
Pertencimento é a percepção de que o colaborador pode ser quem ele é, contribuir com suas ideias e crescer sem precisar se encaixar em moldes artificiais. É sentir que seu trabalho tem significado e que existe uma conexão real com o time, a liderança e a cultura da empresa.
Os impactos são mensuráveis. Estudos da Harvard Business Review mostram que organizações com alto nível de pertencimento observam ganhos expressivos em diferentes dimensões: aumento relevante de performance, redução significativa do risco de turnover, menos afastamentos por doença e um salto consistente na satisfação profissional. Na prática, quando as pessoas se sentem parte, elas entregam mais, adoecem menos e permanecem por mais tempo na empresa.
Esse cenário deixa claro que pertencimento não é “clima organizacional positivo”. É um ativo estratégico que afeta diretamente resultados, custos e a sustentabilidade do negócio.
O senso de pertencimento nasce, antes de tudo, da cultura organizacional. Não da cultura declarada em murais ou apresentações institucionais, mas da cultura vivida no dia a dia. Pequenas incoerências entre discurso e prática minam rapidamente a sensação de inclusão.
Culturas que fortalecem o pertencimento costumam ter alguns elementos em comum:
O RH é responsável por traduzir esses princípios em políticas, rituais e processos concretos, garantindo que o pertencimento não dependa apenas da boa vontade de líderes individuais.
Se a cultura define o terreno, a liderança define o clima. Gestores são os principais mediadores da experiência do colaborador e, muitas vezes, a diferença entre sentir-se parte ou invisível.
Líderes que fortalecem o pertencimento:
Cabe ao RH preparar essas lideranças. Programas de desenvolvimento que trabalham empatia, comunicação, gestão de conflitos e diversidade não são “soft skills opcionais”, mas competências essenciais para sustentar o engajamento no longo prazo.
Pertencimento também se constrói por meio de práticas inclusivas, que garantem equidade de oportunidades e respeito às diferenças. Não se trata apenas de diversidade numérica, mas de inclusão real no cotidiano.
Algumas ações práticas que o RH pode liderar:
Quando o colaborador percebe que a empresa considera sua individualidade, suas escolhas e seu contexto de vida, o vínculo se fortalece naturalmente.
Ambientes onde as pessoas se sentem pertencentes tendem a ser mais saudáveis. O sentimento de exclusão ou invisibilidade é um dos gatilhos silenciosos para estresse crônico, queda de desempenho e pedidos de desligamento.
Ao fortalecer o pertencimento, o RH atua de forma preventiva: reduz desgaste emocional, melhora relações interpessoais e cria um espaço onde as pessoas conseguem se desenvolver sem se proteger o tempo todo. Isso se reflete em menos afastamentos, maior estabilidade das equipes e uma experiência de trabalho mais sustentável.
Construir senso de pertencimento não é um projeto isolado, nem uma campanha pontual. É uma escolha estratégica que atravessa cultura, liderança, processos e a forma como a empresa se relaciona com as pessoas. Organizações que entendem isso não apenas retêm talentos, mas constroem times mais fortes, inovadores e preparados para o futuro.
O RH, ao assumir esse protagonismo, deixa de atuar apenas como área de suporte e passa a ser um dos principais arquitetos da experiência do colaborador.
Criar pertencimento também passa por dar autonomia, previsibilidade e apoio real no dia a dia. O iFood Benefícios contribui para esse vínculo ao oferecer soluções flexíveis que respeitam diferentes estilos de vida, ajudam no equilíbrio da rotina e mostram, na prática, que a empresa se importa com as pessoas além do crachá.
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