Ergonomia no trabalho: saúde, produtividade e conformidade legal

Veja como deve ser a relação de equilíbrio entre saúde do colaborador, aumento da produtividade e atendimento às exigências legais.

8 de Janeiro de 2026

Leitura de 5 min

A ergonomia deixou de ser um tema restrito às áreas de saúde ocupacional e passou a integrar o centro das discussões sobre desempenho, eficiência e cultura organizacional. Em um país onde Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) continuam entre as principais causas de afastamento, entender como o ambiente afeta o corpo é essencial para qualquer empresa que deseja manter equipes saudáveis, produtivas e satisfeitas. Mais do que conforto, a ergonomia é uma estratégia de negócio que reduz custos, melhora indicadores de produtividade e fortalece a sustentabilidade organizacional.

E os números mostram a magnitude desse impacto. Estudos apontam que melhorias ergonômicas bem implementadas podem elevar a produtividade em até 30%além de reduzir em até 40% o absenteísmo relacionado a problemas musculoesqueléticos. Quando o RH e as lideranças adotam uma abordagem preventiva, os resultados aparecem no bem-estar dos colaboradores e também no desempenho final da empresa.

Índice:

Por que a ergonomia importa tanto

Ergonomia não é apenas ajustar a altura da cadeira ou escolher o teclado certo. Trata-se de adaptar o trabalho às capacidades humanas, e não o contrário. Ela considera fatores físicos, cognitivos e organizacionais que influenciam a forma como as pessoas executam suas tarefas.

Quando a ergonomia é negligenciada, o corpo responde. LER e DORT, por exemplo, figuram entre as causas mais frequentes de afastamento no Brasil, representando mais de 15% dos benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo INSS. Esses dados reforçam que a ergonomia é muito mais do que um diferencial. É um pilar de saúde ocupacional.

Princípios ergonômicos essenciais

A base da ergonomia se apoia em três pilares:

  1. Ergonomia física
    Foca nas demandas corporais. Inclui postura, repetição de movimentos, levantamento de peso, mobiliário, iluminação e temperatura. Ajustes simples nesses elementos já reduzem significativamente os desconfortos e riscos.
  2. Ergonomia cognitiva
    Considera carga mental, atenção, tomada de decisão e fluxo de informação. Processos confusos e ferramentas mal projetadas podem gerar fadiga, erros e estresse desnecessário.
  3. Ergonomia organizacional
    Avalia a forma como o trabalho é estruturado. Jornadas longas, pausas insuficientes e metas inviáveis são fatores tão críticos quanto uma cadeira mal regulada.

Quando esses três pilares atuam em conjunto, a empresa cria uma experiência de trabalho mais fluida e saudável.

NR-17: o que a legislação exige

A Norma Regulamentadora 17 (NR-17) é a principal referência legal no Brasil sobre ergonomia. Ela define diretrizes para adaptar as condições de trabalho às capacidades psicofisiológicas dos trabalhadores, promovendo conforto, segurança e desempenho eficiente.

Entre as exigências estão:

• Adaptação de mobiliário;
• Análise ergonômica do trabalho;
• Pausas em atividades repetitivas;
• Organização do fluxo de tarefas;
• Orientações para levantamento e transporte de cargas.

A não conformidade pode gerar penalidades legais, além de aumentar o risco de afastamentos e ações trabalhistas.

Ergonomia aplicada: o que realmente funciona

Empresas que tratam ergonomia como prioridade colhem benefícios tangíveis. Algumas práticas de alto impacto incluem:

1. Ajuste correto do mobiliário

Cadeiras com regulagem de altura, apoio lombar e braço, mesas adequadas e telas posicionadas na linha dos olhos fazem grande diferença na prevenção de dores e tensões.

2. Pausas programadas

Intervalos curtos a cada período de trabalho reduzem sobrecarga muscular e mental. Pausas não diminuem produtividade; elas a ampliam.

3. Educação ergonômica

Ensinar colaboradores a ajustar sua estação de trabalho, reconhecer sinais de esforço excessivo e adotar posturas saudáveis cria autonomia e prevenção contínua.

4. Revisão de processos

Fluxos de trabalho truncados e tarefas repetitivas podem ser reorganizados para reduzir esforço físico e cognitivo. Uma simples mudança na disposição de materiais ou na sequência de atividades já pode gerar ganhos significativos.

5. Monitoramento e acompanhamento

Ergonomia não é uma ação pontual. É um processo evolutivo. Avaliações constantes permitem identificar riscos antes que eles se transformem em afastamentos.

O impacto organizacional da ergonomia

Ergonomia é, acima de tudo, investimento estratégico. Equipes que trabalham com conforto e segurança tomam melhores decisões, cometem menos erros e apresentam maior disponibilidade física e mental.

Além disso, a ergonomia tem efeito direto no clima organizacionalQuando a empresa demonstra preocupação genuína com a saúde do colaborador, ela fortalece a confiança, reduz rotatividade e melhora o engajamento.

Empresas que incorporam ergonomia ao seu modelo de gestão criam ambientes onde as pessoas querem permanecer. Isso influencia não apenas o bem-estar, mas também a atratividade da marca empregadora.

Ergonomia como vantagem competitiva

Ergonomia nunca foi apenas uma exigência legal. É um dos caminhos mais inteligentes para unir saúde, eficiência e sustentabilidade no trabalho. Ao adotar práticas ergonômicas consistentes, a empresa reduz riscos, melhora a produtividade e fortalece sua cultura. Cuidar do corpo e da mente dos colaboradores é cuidar também do negócio.

Transformar ergonomia em rotina não exige projetos complexos. Exige intenção. Quando as empresas começam pelos ajustes certos, os colaboradores devolvem em forma de energia, foco e continuidade. O resultado aparece nas pequenas coisas: menos desconforto, mais presença, mais fluidez no trabalho.

Se sua empresa quer avançar nessa direção, o iFood Benefícios ajuda a aliviar a rotina e apoiar escolhas que reforçam saúde e bem-estar ao longo do dia. E o Acrescenta segue acompanhando essa jornada com reflexões que ampliam o olhar e inspiram novas práticas para quem lidera pessoas.

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