HR4 Results 2026: o RH que se reinventa para liderar o futuro do trabalho

Veja como o dissídio pode impactar não apenas o salário, mas também benefícios, influenciando o poder de compra dos trabalhadores.
20 de Março de 2026
Leitura de 5 min
O dissídio anual é um dos momentos mais aguardados pelos trabalhadores, pois é quando ocorrem negociações coletivas entre sindicatos e empregadores para a atualização de salários e benefícios corporativos. Nesse processo, são definidos reajustes que buscam repor perdas inflacionárias, melhorar condições de trabalho e ajustar vantagens oferecidas aos colaboradores.
Entre os benefícios mais discutidos nas negociações está o vale-refeição, que tem papel importante na rotina dos trabalhadores e impacta diretamente o poder de compra no dia a dia. Com o aumento constante no custo dos alimentos, qualquer alteração nesse benefício pode fazer grande diferença no orçamento mensal.
Saiba como esses reajustes funcionam e informe-se sobre como o colaborador pode ser afetado!
Índice:
O dissídio tem impacto direto na renda mensal do trabalhador e também pode refletir em benefícios que estão vinculados ao salário, como:
Isso acontece porque, quando há aumento no salário-base, todos os valores calculados de forma proporcional também passam por atualização. Na prática, o dissídio ajuda a preservar o poder de compra do trabalhador e representa uma forma de valorização profissional dentro da empresa.
As empresas devem cumprir obrigatoriamente o reajuste estabelecido em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O percentual definido e a data de início da vigência precisam ser respeitados, mesmo que o trabalhador não tenha participado diretamente das negociações ou não seja filiado ao sindicato.
Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no artigo 611, os acordos e convenções coletivas possuem validade jurídica para todas as partes envolvidas. Portanto, caso a empresa não aplique o dissídio corretamente, o trabalhador pode buscar orientação junto ao sindicato ou recorrer à Justiça do Trabalho.
Normalmente, os sindicatos divulgam os resultados das negociações em seus sites, redes sociais ou comunicados enviados às empresas. Nessas divulgações é possível verificar informações como:
Além disso, muitas empresas também repassam essas informações aos colaboradores por meio do departamento de Recursos Humanos. Uma boa forma de acompanhar essas atualizações é seguir os canais oficiais do sindicato da categoria e ficar atento às comunicações internas da empresa.
Manter o poder de compra do colaborador diante da inflação dos alimentos é muito importante tanto para o trabalhador quanto para a empresa. Quando o preço dos alimentos sobe e os salários ou benefícios não acompanham, o impacto aparece rapidamente na qualidade de vida e na produtividade. Veja os principais motivos:
Os alimentos são necessidades básicas. Quando o poder de compra diminui, o colaborador pode ter dificuldade para manter uma alimentação adequada, o que afeta saúde, disposição e bem-estar.
Grande parte do orçamento familiar é destinada à alimentação. Se os preços aumentam e a renda não acompanha, o trabalhador precisa cortar gastos essenciais ou reduzir a qualidade da alimentação.
Colaboradores preocupados com dificuldades financeiras tendem a apresentar:
Manter o poder de compra ajuda a manter o foco e o desempenho no trabalho.
Uma alimentação adequada contribui para melhor saúde. Isso pode reduzir faltas ao trabalho e afastamentos por doenças.
Empresas que ajustam salários ou benefícios (como vale-alimentação ou vale-refeição) demonstram cuidado com os colaboradores, o que:
Organizações que se preocupam com o bem-estar financeiro dos colaboradores fortalecem sua imagem institucional e responsabilidade social.
Trabalhadores que foram demitidos ou pediram desligamento após a data-base da categoria, período anual em que ocorre a revisão do acordo coletivo, mas antes da aplicação oficial do reajuste salarial, podem ter direito à recalculação da rescisão considerando o novo salário.
É importante observar também o período do aviso prévio. Caso a empresa comunique a demissão até 30 dias antes da data-base, o término efetivo do contrato ocorrerá após essa data. Nessa situação, o trabalhador passa a ter direito ao reajuste e, consequentemente, à revisão dos valores da rescisão.
Para empregados com mais de um ano de trabalho na empresa, o aviso prévio é ampliado em três dias para cada ano completo de serviço, podendo chegar ao limite máximo de 90 dias.
Da mesma forma, quem solicita demissão depois da data-base, mas antes da empresa aplicar o aumento salarial, também pode receber uma rescisão complementar, independentemente de ter cumprido ou não o aviso prévio.
Entretanto, quando o trabalhador opta por não cumprir o aviso prévio, o desconto equivalente a até 30 dias de salário, comum nesses casos, também pode ser ajustado com base no novo valor salarial, o que pode resultar em um desconto maior na rescisão.
Navegue pelo Acrescenta e leia mais sobre legislação trabalhista para manter-se bem informado sobre os direitos e deveres do trabalhador, das empresas e do RH. Além disso, não deixe de conferir como iFood Benefícios, o vale alimentação do iFood, pode impactar sua empresa positivamente com o cartão de benefícios taxa zero que já é aceito em mais de 11 milhões de estabelecimentos por todo o Brasil!





