Inteligência emocional e Reputação interna: A base da liderança que se destaca

Construir e manter uma rede de contatos deve ser uma estratégia contínua de carreira — e não algo lembrado apenas quando surge uma crise ou ...

Headhunter e Sócia da Avante Consulting desde 2014, ja conduziu mais de 500 processos de consultoria C- Level, Middle e Top Management, hoje também orienta executivos que buscam crescer com mais clareza e estratégia.
20 de Janeiro de 2026
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O início do ano costuma trazer uma sensação ambígua.
De um lado, a promessa de recomeço. Do outro, a ansiedade silenciosa de “retomar de onde parei”.
Para quem está em movimento de carreira — buscando um novo desafio, avaliando uma transição ou tentando se recolocar — esse sentimento costuma ser ainda mais intenso. E é justamente nesse momento que muitas decisões equivocadas são tomadas.
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Na primeira manhã útil do ano, recebi uma mensagem no WhatsApp de uma executiva com quem tive contato, no máximo, uma vez, em algum processo seletivo. Demorei alguns segundos para me lembrar de onde nos conhecíamos.
A mensagem era simples: um currículo encaminhado de outra profissional, acompanhado de apenas uma palavra — “indicação”.
Nada além disso.
Esse tipo de abordagem é mais comum do que se imagina. E também é, na prática, pouco eficaz.
Ao longo da carreira, construímos redes amplas, diversas e potentes. Pessoas com quem trabalhamos, líderes que cruzaram nosso caminho, recrutadores, pares, ex-gestores. Essa rede é, sem dúvida, um dos ativos mais valiosos de qualquer profissional experiente.
Mas rede de contatos não é sinônimo de acesso automático.
Ela só gera resultado quando existe contexto, relação e intenção clara. Quando há troca, não apenas pedido. Quando existe entendimento de quem está do outro lado, do momento daquela pessoa e de como aquela conexão pode — ou não — fazer sentido.
Enviar um currículo “do nada”, sem explicação, sem narrativa e sem construção prévia, transfere para o outro a responsabilidade de entender, defender e justificar algo que nem o próprio profissional conseguiu articular.
Rede não é sobre volume.
É sobre qualidade.
Não é sobre disparar mensagens.
É sobre gerar valor ao longo do tempo.
Conexões estratégicas não se ativam no desespero. Elas são construídas antes, com presença, consistência e clareza de posicionamento.
Talvez o início do ano seja menos sobre correr atrás de oportunidades e mais sobre ajustar a forma como nos relacionamos com o mercado. Entender que visibilidade, reputação e rede são consequência de estratégia — não de urgência.
A pergunta que fica não é se você tem uma boa rede de contatos.
Mas se você sabe, de fato, como usá-la.
E se o mercado entende claramente quem você é, onde gera valor e por que deveria se lembrar de você.
Porque, no fim, a carreira não avança por insistência.
Avança por percepção.








