Onboarding de clientes e funcionários: entenda as diferenças

Descubra como cada tipo de onboarding funciona e por que ambos são essenciais para o sucesso da empresa.

8 de Outubro de 2025

Leitura de 5 min

O processo de onboarding tem ganhado cada vez mais relevância nas organizações, pois representa o primeiro contato estruturado de novos colaboradores ou clientes com a empresa. Mais do que uma simples integração, trata-se de uma etapa estratégica para alinhar expectativas, transmitir valores e criar uma experiência positiva desde o início da jornada. 

Enquanto o onboarding de funcionários busca inserir o novo talento na cultura, nos processos e nas responsabilidades da organização, o onboarding de clientes tem como foco facilitar a adoção de produtos ou serviços, garantindo satisfação e fidelização. Entenda melhor sobre cada tipo de onboarding neste artigo que preparamos!

Índice:

O que é o procedimento de onboarding?

onboarding corresponde ao processo de integração de novos profissionais em uma organização. Ele abrange diversas etapas, desde a acolhida inicial até o treinamento e a adaptação à rotina e ao convívio com a equipe. A palavra tem origem no inglês “to board”, que remete à ideia de “embarcar”. Esse processo é fundamental para garantir que a chegada do colaborador seja mais simples e organizada, ajudando-o a compreender desde cedo a cultura organizacional, os fluxos de trabalho e suas atribuições.

Quando bem planejado, o onboarding impacta positivamenteretenção de talentos, diminuindo índices de turnover e elevando o engajamento. Ao receber orientações claras sobre suas funções, ferramentas e processos, o profissional consegue se integrar mais rápido e ganha segurança na execução de suas atividades. Além disso, o suporte próximo de líderes e colegas nos primeiros meses contribui para criar um sentimento de pertencimento e acelera o alcance de bons resultados.

Quais são os pilares de um onboarding de qualidade?

Um processo de integração eficiente depende de bases sólidas que favoreçam a adaptação e o envolvimento de quem está chegando à empresa. Para isso, o primeiro pilar é a aproximação cultural, momento em que se apresentam, de forma envolvente, a missão, a visão e os princípios da organização. Quando o profissional entende o propósito da companhia, consegue ajustar sua atuação ao jeito de ser da empresa e perceber como sua contribuição se conecta aos objetivos coletivos, o que fortalece o sentimento de fazer parte.

O segundo fundamento é a capacitação prática, responsável por preparar o novo integrante para exercer suas atividades. Nessa etapa, são compartilhados conhecimentos sobre ferramentas, rotinas, fluxos de trabalho e funções específicas. Uma formação estruturada de maneira clara ajuda a diminuir falhas, acelerar a adaptação e transmitir confiança, tornando o colaborador mais seguro e produtivo logo nos primeiros dias.

Já a convivência interpessoal representa o terceiro pilar. O engajamento não depende apenas de domínio técnico, mas também da capacidade de criar vínculos com colegas, líderes e equipes. Ações como dinâmicas de grupo, programas de tutoria e encontros sociais internos favorecem a colaboração, estimulam a troca de experiências e tornam o ambiente mais acolhedor e motivador.

Por último, o acompanhamento constante é indispensável para garantir o desenvolvimento ao longo da jornada. Avaliar resultados, oferecer suporte frequente e ouvir sugestões permitem aprimorar o processo, abrir caminhos para novos aprendizados e fazer o profissional sentir-se reconhecido. Em conjunto, esses quatro elementos sustentam um onboarding estratégico, capaz de elevar tanto a permanência quanto a satisfação dos colaboradores.

O que é onboarding de novos clientes?

onboarding de clientes consiste em um conjunto de ações de orientação e capacitação oferecidas pela empresa fornecedora de uma solução tecnológica. Seu objetivo é garantir que o cliente, geralmente outra organização, aprenda a aplicar corretamente o produto ou os serviços contratados, aproveitando todas as suas funcionalidades e vantagens.

Esse processo atua como um guia prático, semelhante a um manual interativo, que reduz obstáculos no uso da solução, esclarece dúvidas iniciais e facilita a adaptação. Além de simplificar a experiência, também contribui para que o cliente perceba de forma mais clara o valor agregado daquilo que foi contratado.

O que faz um analista de onboarding?

O analista de onboarding é o profissional que coordena e acompanha os processos de integração em uma empresa. Essa atuação pode ter dois focos principais:

  • Onboarding de colaboradores: responsável por conduzir a adaptação de novos contratados, garantindo que compreendam políticas, ferramentas e cultura organizacional.
     
  • Onboarding de clientes: voltado a orientar empresas ou consumidores no uso de produtos e serviços, especialmente soluções tecnológicas, assegurando que atinjam resultados rapidamente.

Em contextos de SaaS, por exemplo, o analista de onboarding acompanha o cliente desde o cadastro até o primeiro uso bem-sucedido da plataforma. No caso dos funcionários, sua missão é transformar recém-chegados em integrantes efetivos da equipe, facilitando a transição inicial.

Principais responsabilidades no onboarding de clientes

  • Guiar usuários quanto às melhores práticas do produto ou dos serviços contrados;
     
  • Promover condições para um sucesso rápido na utilização;
     
  • Minimizar barreiras ou dificuldades de adaptação;
     
  • Estimular a adoção consistente da solução;
     
  • Desenvolver uma base sólida de clientes satisfeitos e fiéis;
     
  • Fortalecer a comunicação entre empresa e cliente;
     
  • Oferecer instruções detalhadas sobre contas e configurações;
     
  • Atender dúvidas, solicitações e registrar problemas;
     
  • Conduzir apresentações e demonstrações;
     
  • Produzir materiais de apoio, como tutoriais, checklists e guias interativos.

Principais responsabilidades no onboarding de colaboradores

  • Comunicar novas contratações e alterações de políticas internas;
     
  • Explicar benefícios corporativos, folha de pagamento e processos administrativos;
     
  • Articular com o setor de TI para preparar equipamentos e acessos;
     
  • Apresentar os recém-contratados às equipes;
     
  • Entregar manuais, diretrizes e credenciais necessárias;
     
  • Organizar treinamentos e apresentações internas;
     
  • Esclarecer dúvidas sobre tarefas iniciais;
     
  • Garantir que os novos integrantes tenham softwares e hardwares adequados;
     
  • Estruturar fluxos de integração com apoio de ferramentas digitais, como tours guiados, tutoriais e listas de verificação.
  •  

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Gente e gestão

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