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Uma alavanca estratégica capaz de gerar vantagem competitiva, inovação, retenção de talentos e employer branding forte e sustentável.
15 de Janeiro de 2026
Leitura de 5 min
Por muito tempo, a estratégia empresarial foi associada quase exclusivamente a números, eficiência operacional e inovação tecnológica. No entanto, as organizações mais bem-sucedidas do mundo já entenderam que a verdadeira vantagem competitiva nasce das pessoas. Em um mercado onde produtos se tornam semelhantes e tecnologias rapidamente se igualam, o que diferencia uma empresa é a capacidade de desenvolver talentos, inspirar equipes e construir uma cultura capaz de sustentar inovação contínua.
É nesse cenário que o RH deixa de ser uma área de suporte e passa a assumir um papel central na estratégia corporativa. As decisões sobre pessoas determinam a capacidade da empresa de competir, crescer e se adaptar. E os dados reforçam isso com clareza. A McKinsey destaca que organizações que investem no desenvolvimento contínuo de talentos apresentam taxas de evasão cerca de cinco pontos percentuais mais baixas do que seus concorrentes. Esse é um indicador direto de vantagem competitiva em um mercado que sofre com escassez de mão de obra qualificada.
Ao mesmo tempo, o LinkedIn Talent Solutions mostra que empresas com employer branding forte reduzem a rotatividade em até 28% e diminuem o custo por contratação pela metade. Ou seja, investir em pessoas é estratégico e financeiramente inteligente.
A seguir, exploramos como o RH pode impulsionar a estratégia da empresa ao transformar gestão de pessoas em diferencial competitivo.
Índice:
Quando o RH estrutura programas de capacitação contínua, trilhas de carreira claras e oportunidades de aprendizagem real, ele fortalece a base da estratégia organizacional. Empresas com times qualificados e atualizados conseguem inovar mais rápido, solucionar problemas com agilidade e responder melhor a crises econômicas.
Desenvolver pessoas não é só um benefício desejável. É uma estratégia central para a sustentabilidade do negócio.
A percepção que o mercado tem da empresa como lugar para trabalhar influencia diretamente seu potencial de crescimento. Um employer branding forte não apenas atrai bons profissionais, mas também reduz a necessidade de reposições constantes, mantendo o conhecimento dentro da organização.
O trabalho do RH é crucial para construir essa imagem. Isso envolve desde práticas internas consistentes até uma comunicação transparente que conecte propósito, cultura e experiência real do colaborador.
Estratégias tradicionais perdem força quando implementadas em ambientes tóxicos, hierárquicos demais ou avessos ao aprendizado. Culturas colaborativas e acolhedoras aumentam o engajamento e favorecem comportamentos inovadores.
O RH contribui diretamente ao:
• Promover lideranças baseadas em confiança e empatia;
• Criar rituais de reconhecimento consistentes;
• Fortalecer a diversidade e a inclusão como pilares estratégicos;
• Estabelecer canais de escuta ativa;
• Incentivar ambientes emocionalmente seguros.
Uma empresa que deseja inovar precisa de pessoas que se sintam seguras para errar, propor ideias e experimentar. Isso só acontece quando existe uma cultura forte e coerente. E essa construção passa necessariamente pelo RH.
Reter talentos não é apenas evitar desligamentos. É assegurar que o conhecimento permaneça na empresa, que projetos ganhem continuidade e que equipes mantenham alta performance. A retórica da retenção se torna muito concreta quando observamos seu impacto nos custos e na competitividade.
Pessoas que permanecem mais tempo desenvolvem expertise, fortalecem relacionamentos internos e contribuem para a criação de processos mais eficazes. O trabalho do RH nesse ponto envolve:
• Oferecer planos de carreira estruturados;
• Garantir remuneração justa e transparente;
• Promover reconhecimento frequente;
• Criar oportunidades reais de mobilidade interna;
• Apoiar saúde emocional e bem-estar.
Quando a empresa cuida de seus talentos, eles cuidam da empresa. A estratégia se retroalimenta.
Nenhuma transformação acontece sem intencionalidade. Para que o RH seja de fato agente estratégico, ele precisa estar na mesa das decisões, influenciando diretrizes de desenvolvimento, metas de crescimento e mudanças organizacionais.
Isso significa:
• Usar dados para orientar decisões sobre pessoas;
• Antecipar necessidades de competências futuras;
• Integrar desenvolvimento humano com objetivos corporativos;
• Atuar como guardião da cultura, comunicação e experiência do colaborador;
• Apoiar líderes para que também sejam gestores de pessoas, não apenas de resultados.
Quando o RH se posiciona como parceiro estratégico, a organização passa a enxergar seu capital humano como parte essencial da estratégia, e não como custo. Empresas que fazem isso tendem a crescer com consistência e resiliência.
A vantagem competitiva das empresas do futuro não nasce apenas da tecnologia, eficiência ou estratégia financeira. Ela nasce da capacidade de desenvolver pessoas, construir uma cultura forte e criar uma marca empregadora que inspire orgulho. O RH tem o poder de transformar essas frentes em motores de crescimento e diferenciação.
Quanto mais humana e estratégica é a gestão de pessoas, mais preparada a organização estará para inovar, atrair talentos, reter conhecimento e se adaptar às mudanças do mercado.
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