Crédito do Trabalhador: Como Funciona o Programa

Entenda como o programa criado pelo Governo Federal facilita o acesso ao empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada.

19 de Fevereiro de 2026

Leitura de 6 min

O Crédito do Trabalhador é uma iniciativa criada para ampliar o acesso ao crédito de forma mais simples, segura e com juros reduzidos para pessoas com vínculo empregatício formal. O programa surge como uma alternativa aos empréstimos tradicionais, que muitas vezes apresentam taxas elevadas e condições pouco acessíveis, especialmente para trabalhadores de baixa e média renda. 

Ao oferecer condições facilitadas de pagamento e desconto direto na folha salarial, o modelo busca diminuir o risco de inadimplência e, ao mesmo tempo, garantir maior previsibilidade financeira para quem contrata o serviço. Veja como funciona!

Índice:

O que é o Crédito do Trabalhador?

O crédito do trabalhador é uma versão atualizada do empréstimo consignado voltado para profissionais com registro em carteira (CLT). Destina-se a homens e mulheres, geralmente entre 21 e 45 anos, que tenham pelo menos um ano de vínculo empregatício em empresas com CNPJ ativo há dois anos ou mais. Sua principal característica é o desconto automático das parcelas diretamente no contracheque, mecanismo que traz mais previsibilidade no pagamento e maior tranquilidade tanto para o cliente quanto para as instituições financeiras.

Desenvolvido pelo Governo Federal do Brasil em colaboração com bancos públicos e privados, o programa facilita o acesso a linhas de crédito com condições mais acessíveis. Os valores podem ser utilizados para reorganizar as finanças, quitar dívidas acumuladas ou investir em objetivos pessoais, promovendo maior equilíbrio financeiro para as famílias.

Como o pagamento é garantido por meio da folha salarial, o risco de inadimplência diminui significativamente. Isso possibilita a oferta de juros mais baixos e exclusivos, geralmente entre 1,67% e 3,33% ao mês, taxas muito inferiores às cobradas em modalidades como cartão de crédito rotativo ou cheque especial. Na prática, o crédito do trabalhador representa mais economia, facilidade de contratação e melhores condições para quem possui vínculo formal de trabalho.

Quais são as regras para conseguir o Crédito do Trabalhador?

Como adiantamos, o Programa Crédito do Trabalhador foi criado para facilitar o acesso ao empréstimo consignado entre profissionais do setor privado, oferecendo condições mais acessíveis e contratação simplificada. 

Podem participar trabalhadores com contrato ativo, incluindo empregados com carteira assinada pelo regime CLT, empregados domésticos, trabalhadores rurais e diretores não empregados que contribuam para o FGTS. Essas categorias são identificadas pelos registros formais no eSocial, o que garante mais segurança e transparência no processo.

Além disso, é necessário atender a alguns critérios básicos, como ter vínculo empregatício estável, geralmente com pelo menos 12 meses na mesma empresa, trabalhar em uma organização com CNPJ ativo há mais de dois anos e possuir margem consignável disponível, podendo comprometer até 35% da renda mensal com as parcelas do empréstimo. Além disso, o programa costuma atender principalmente adultos entre 21 e 45 anos que buscam crédito com juros menores e pagamento facilitado.

Como contratar um empréstimo pelo Crédito do Trabalhador

A solicitação é feita de forma digital, por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Após autorizar o compartilhamento de dados como CPF, tempo de empresa e limite de margem consignável, os bancos habilitados enviam propostas em até 24 horas. O trabalhador pode então comparar as opções e concluir a contratação diretamente pelo canal eletrônico da instituição escolhida, tornando todo o processo mais rápido, prático e seguro.

Quem não pode usar o crédito do trabalhador

O empréstimo consignado voltado ao trabalhador com carteira assinada possui critérios bem definidos. Algumas situações podem impedir a aprovação do crédito, principalmente quando há ausência de vínculo formal ou restrições financeiras que aumentem o risco para a instituição.

Quem geralmente NÃO consegue (motivos mais comuns):

  • Sem vínculo CLT ativo: trabalhadores temporários, intermitentes ou sem carteira assinada não atendem aos requisitos do programa;
     
  • Margem consignável comprometida: quando até 35% do salário já está utilizado em outros descontos ou empréstimos, não há espaço para novas parcelas;
     
  • CPF negativado ou com restrições: pendências financeiras podem dificultar ou impedir a liberação do crédito, mesmo na modalidade consignada;
     
  • Dados desatualizados ou inconsistentes: informações incorretas no eSocial ou na conta Gov.br podem bloquear a análise e a aprovação;
     
  • Score de crédito muito baixo: indica maior risco de inadimplência, o que pode levar à recusa da proposta.

Limites e garantias do crédito

Além das regras de elegibilidade, o programa também estabelece condições específicas sobre o comprometimento da renda e garantias adicionais:

  • O valor das parcelas pode comprometer até 35% do salário mensal;
     
  • É possível utilizar até 10% do saldo do FGTS como garantia;
     
  • Também pode ser usada até 100% da multa rescisória em caso de demissão durante o período de pagamento.

Veja também: Quais são os direitos do colaborador ao entregar carta de demissão?

Vale lembrar que os descontos podem ocorrer em mais de um vínculo empregatício, mediante autorização do trabalhador. Além disso, pode haver redirecionamento automático das parcelas em caso de mudança de emprego ou rescisão contratual.

Quem tem nome sujo consegue empréstimo consignado CLT? 

O Crédito do Trabalhador é uma das alternativas mais acessíveis para quem está com o nome negativado e encontra dificuldades para conseguir empréstimos tradicionais. Como se trata de um consignado vinculado ao regime CLT, com parcelas descontadas automaticamente do salário, o risco de inadimplência para o banco é menor. Por isso, mesmo pessoas com restrições no CPF podem ter o pedido aprovado.

Nesse modelo, a análise não se concentra apenas no histórico de dívidas, mas principalmente em fatores como tempo de vínculo empregatício, estabilidade no trabalho e existência de margem consignável disponível para o desconto das parcelas. Esses critérios aumentam as chances de liberação do crédito, mesmo para quem enfrenta limitações no score.

Instituições que costumam aceitar negativados:

  • Banco Pan
  • Facta Financeira
  • Banco BMG
  • Banco Olé Bonsucesso
  • Sim Empréstimos
  • Crefisa

Com várias instituições participando, a probabilidade de encontrar uma proposta adequada tende a ser maior. Antes de fechar contrato, você pode ainda fazer simulações pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital). É possível comparar taxas, prazos e valores das parcelas para escolher a opção mais vantajosa.

Com iFood Benefícios, os colaboradores da sua empresa têm mais facilidade para organizar as finanças pessoais. Eles podem acompanhar todos os benefícios num só cartão e conferir os saldos pelo aplicativo com total liberdade de escolha e praticidade.

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