Como a menopausa afeta a presença feminina no trabalho?

A saúde da mulher é fator estratégico para a produtividade e permanência no mercado — e o RH precisa estar atento.

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Por Saúde no Prato

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12 de Agosto de 2025

Leitura de 3 min

A menopausa ainda é um tabu — inclusive no trabalho

Ondas de calor, insônia, alterações de humor, cansaço, falha de memória e dificuldade de concentração: esses são alguns sintomas comuns da menopausa — uma fase natural da vida das mulheres, mas ainda cercada de silêncio no ambiente profissional.

De acordo com uma pesquisa do PlenaPausa, dificuldade para dormir (84%), cansaço (91%), alterações de humor (89%), ansiedade ou depressão (81%), falha de memória (85%) e falta de concentração (79%) estão entre os relatos mais frequentes — e muitos desses efeitos comprometem diretamente o desempenho no trabalho.

Para muitas colaboradoras, essa transição física e emocional afeta não só a produtividade, mas também a motivação e até a permanência no emprego. E o pior: sem abertura para falar sobre o tema ou apoio institucional, a vivência se torna ainda mais solitária.

Índice:

A saúde da mulher é também uma questão de negócios

Cuidar da saúde das colaboradoras não é um favor — é uma estratégia de retenção e valorização de talentos. Mulheres entre 45 e 55 anos representam uma fatia expressiva da força de trabalho, muitas delas em posições de liderança ou funções altamente técnicas.

Ignorar os impactos da menopausa é abrir espaço para perdas silenciosas de desempenho e engajamento. Cerca de 31% das mulheres consideram deixar o emprego por causa dos sintomas, e, no Reino Unido, aquelas que enfrentam desconfortos mais intensos têm 43% mais chances de abandonar sua carreira antes dos 55 anos.

O que as empresas podem (e devem) fazer?

O primeiro passo é reconhecer o tema como parte das pautas de bem-estar e diversidade. Isso significa abrir espaços de escuta, tratar a saúde feminina com seriedade e garantir que o ambiente profissional ofereça condições reais para essas mulheres seguirem produtivas — sem precisar camuflar suas dores.

Algumas ações práticas incluem:

  • Flexibilizar horários em caso de sintomas mais intensos;
  • Oferecer acesso a acompanhamento médico ou psicológico;
  • Criar políticas específicas de saúde da mulher;
  • Promover campanhas internas de conscientização;
  • Incentivar lideranças a acolher e apoiar essas conversas.

Mais presença, menos silêncio

Para que a presença feminina cresça com qualidade e equidade, é essencial romper o silêncio em torno de temas que impactam diretamente a vida das mulheres — como a menopausa. Essa transformação passa por mais informação, empatia e ações concretas que coloquem a saúde no centro da experiência profissional. Ainda hoje, apenas 29% das trabalhadoras se sentem à vontade para falar sobre o assunto com seus gestores, e 17% têm receio de relatar sintomas, revelando o estigma que ainda cerca essa fase.

Por isso, reconhecer e acolher a menopausa no ambiente de trabalho é dar um passo importante rumo a uma cultura mais inclusiva, humana e inteligente. Ao criar espaços de escuta, promover informação e ajustar políticas com empatia, as empresas não apenas retêm talentos valiosos, mas também fortalecem a confiança e o bem-estar de todas as colaboradoras. É possível — e necessário — transformar esse tabu em uma ponte para mais saúde, permanência e protagonismo feminino nas organizações.

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Gente e gestão

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