Termos que vão guiar o RH em 2026

Os conceitos que vão orientar as decisões estratégicas dos profissionais, a cultura e a tecnologia no RH dos próximos anos.

17 de Fevereiro de 2026

Leitura de 5 min

O RH deixou de ser coadjuvante. Em 2026, ele ocupa definitivamente o centro das decisões estratégicas, conectando pessoas, cultura, tecnologia e resultados de negócio. Em um cenário marcado por avanços acelerados da tecnologia, mudanças profundas no comportamento dos profissionais e novas expectativas sobre trabalho e propósito, entender os conceitos que moldam essa transformação não é opcional. É condição de sobrevivência.

Mais do que acompanhar tendências, o RH do futuro precisa dominar uma nova linguagem, capaz de orientar decisões sobre atração, desenvolvimento, engajamento e retenção de talentos. Este glossário estratégico reúne os termos que vão guiar as conversas, os investimentos e as prioridades da gestão de pessoas nos próximos anos.

Índice:

Glossário estratégico para o RH em 2026

1. Work-life balance

Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal deixou de ser benefício e passou a ser necessidade básica. Em 2026, o RH será cobrado por políticas reais de flexibilidade, respeito aos limites e incentivo à desconexão. Horários flexíveis, modelos híbridos bem estruturados, semanas reduzidas e programas de bem-estar não são mais diferenciais, mas parte do pacote mínimo para atrair e manter talentos.

Promover work-life balance impacta diretamente satisfação, produtividade e retenção. Empresas que ignoram esse ponto tendem a lidar com esgotamento, baixa performance e alta rotatividade.

2. Employee experience (EX)

Experiência do colaborador

Employee experience é o desenho intencional da jornada do colaborador, do primeiro contato com a marca até o desligamento. Em 2026, o RH atua como arquiteto dessa experiência, tratando o colaborador como cliente interno.

Uma EX bem estruturada considera onboarding, desenvolvimento, feedbacks, liderança, reconhecimento e bem-estar. O resultado é mais engajamento, senso de pertencimento e um employer branding consistente e sustentável.

3. Inteligência artificial no RH

Tecnologia a serviço de decisões mais inteligentes

A IA já faz parte da rotina do RH. Ela apoia recrutamento, triagem de currículos, chatbots, análise de desempenho, personalização de treinamentos e automação de processos operacionais.

Em 2026, o diferencial não estará no uso da tecnologia, mas no uso responsável e ético. O RH será guardião da transparência, da mitigação de vieses e da proteção da experiência humana em processos cada vez mais automatizados.

4. People Analytics

Decisões baseadas em dados sobre pessoas

O People Analytics transforma dados em decisões estratégicas. Em 2026, o RH orientado por dados será essencial para prever turnover, mapear lacunas de competências, mensurar impacto de programas de bem-estar e apoiar lideranças com insights acionáveis.

Mais do que relatórios, o People Analytics fortalece o RH como parceiro de negócio, conectando pessoas, performance e resultados.

Confira: People Analytics: usando dados a favor da gestão de pessoas

5. Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI)

Inovação nasce da pluralidade

DEI deixa de ser pauta periférica e se consolida como estratégia central. Diversidade amplia repertórios, equidade garante oportunidades justas e inclusão cria ambientes onde todos se sentem pertencentes.

Em 2026, organizações que negligenciam DEI perdem competitividade, inovação e talentos. O RH lidera esse movimento ao integrar diversidade à cultura, aos processos e às decisões do dia a dia.

6. Upskilling e reskilling

Aprender, reaprender e evoluir

Upskilling aprimora habilidades existentes. Reskilling prepara colaboradores para novas funções. Em um mercado em constante transformação, o RH assume o papel de motor da aprendizagem contínua.

Em 2026, empresas que não investirem em desenvolvimento interno enfrentarão escassez de talentos, enquanto aquelas que criam trilhas claras de aprendizado fortalecem engajamento, performance e empregabilidade.

7. Saúde mental e bem-estar

Cuidar das pessoas é estratégia de negócio

A saúde mental passa a ser tratada como tema estruturalProgramas de apoio psicológico, ambientes seguros, lideranças preparadas e políticas claras de cuidado são responsabilidades do RH.

Em 2026, organizações que normalizam o cuidado com a saúde emocional constroem times mais resilientes, produtivos e engajados.

8. Trabalho híbrido

Flexibilidade com intencionalidade

O modelo híbrido veio para ficar. O desafio agora é fazê-lo funcionar. Em 2026, o RH será responsável por criar regras claras, fortalecer a comunicação, redesenhar espaços físicos e preparar líderes para gerir times distribuídos.

Confiança, autonomia e alinhamento cultural são os pilares do trabalho híbrido bem-sucedido.

9. Employer branding

Reputação como empregador

Employer branding é a soma das experiências reais vividas pelos colaboradores. Em 2026, não basta comunicar uma boa imagem; é preciso sustentá-la na prática.

O RH constrói essa reputação ao alinhar cultura, benefícios, desenvolvimento e propósito, tornando a empresa desejada antes mesmo da abertura de uma vaga.

10. Cultura organizacional centrada nas pessoas

Pessoas no centro das decisões

Culturas fortes são construídas com empatia, escuta, propósito e coerência. Em 2026, organizações bem-sucedidas serão aquelas que colocam as pessoas no centro das decisões estratégicas.

O RH atua como guardião dessa cultura, garantindo que valores não fiquem apenas no discurso, mas orientem comportamentos, lideranças e processos.

O RH como protagonista do futuro do trabalho

O futuro do trabalho é complexo, acelerado e profundamente humano. Os conceitos apresentados aqui não são modismos, mas fundamentos que vão orientar a estratégia de RH nos próximos anos.

Ao dominar temas como employee experience, People Analytics, IA ética, DEI, aprendizagem contínua, saúde mental e cultura centrada nas pessoas, o RH se posiciona como agente real de transformação. Em 2026, o diferencial não estará apenas em conhecer esses termos, mas em traduzir cada um deles em decisões, políticas e experiências concretas.

É assim que o RH deixa de reagir às mudanças e passa a liderá-las.

Traduzir tendências em prática é o grande desafio do RH. Com iFood Benefícios, empresas ganham flexibilidade para apoiar bem-estar, rotina e qualidade de vida de forma concreta, conectando estratégia de pessoas ao dia a dia dos times.

Para aprofundar esses temas e acompanhar como o futuro do trabalho já está sendo construído, o Acrescenta reúne conteúdos, análises e trilhas que ajudam o RH a tomar decisões mais atuais, humanas e alinhadas ao negócio.

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