O RH não foi criado para salvar líderes

Refletir, dialogar e agir: o Janeiro Branco convida empresas e profissionais a priorizarem a saúde mental no ambiente de trabalho. Confira!
12 de Janeiro de 2026
Leitura de 5 min
O Janeiro Branco surge como um convite à reflexão e à ação em torno da saúde mental, especialmente no contexto do trabalho, onde passamos grande parte de nossas vidas. Falar sobre bem-estar emocional nas organizações não é apenas uma questão de cuidado humano, mas também de responsabilidade social e sustentabilidade.
Ambientes profissionais marcados por excesso de pressão, falta de reconhecimento, sobrecarga e comunicação ineficaz impactam diretamente a saúde psicológica dos trabalhadores, refletindo em afastamentos, queda de produtividade e prejuízos coletivos.
Para se ter dimensão desse impacto, somente a depressão e a ansiedade custam à economia global cerca de US$1 trilhão de dólares por ano. As projeções são ainda mais alarmantes: até 2030, a saúde mental poderá ser responsável por perdas de US$6 trilhões de dólares anuais, representando mais da metade da carga econômica global atribuída às doenças não transmissíveis.
Diante desse cenário, discutir caminhos para a saúde mental no trabalho durante o Janeiro Branco é essencial para promover ambientes mais saudáveis, produtivos e humanos, onde cuidar das pessoas seja prioridade desde o início do ano e também ao longo de todo ele. Continue lendo!
Índice:
O Janeiro Branco é um movimento dedicado à conscientização e à valorização da saúde mental e emocional. Idealizada em 2014 pelo psicólogo e escritor mineiro Leonardo Abrahão, a campanha propõe ampliar o diálogo sobre o cuidado com a mente e estimular atitudes que contribuam para o equilíbrio psicológico e a qualidade de vida.
Em reconhecimento à sua importância social, a iniciativa foi oficialmente incorporada ao calendário nacional em 2023, por meio da Lei nº 14.556/23, consolidando-se como uma política pública de promoção da saúde mental no Brasil.
O nome “Janeiro Branco” carrega um forte simbolismo: o início do ano representa um período de reflexões, novos planos e possibilidades de mudança. Trata-se de um momento em que a maioria das pessoas está mais aberta a transformações e reorganizações pessoais e profissionais, tornando-o propício para incentivar conversas sobre saúde mental e reforçar a importância do autocuidado emocional desde o começo do ano.
A força do Janeiro Branco está em seu papel educativo e transformador, ao trazer à tona questões como depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos que ainda enfrentam preconceitos e silêncios. A campanha busca quebrar estigmas, promover empatia e fortalecer uma cultura de escuta, acolhimento e respeito às emoções humanas.
No Brasil, o Janeiro Branco tem ganhado força por meio de ações como palestras educativas, encontros de diálogo, atividades de relaxamento e projetos voltados ao bem-estar em empresas e instituições de ensino. Veja ações que o RH pode colocar em prática!
Sensibilizar líderes e colaboradores sobre a relevância da saúde mental é um passo essencial para ampliar o conhecimento e estimular mudanças de comportamento. Essas ações favorecem o reconhecimento das próprias emoções, o desenvolvimento de estratégias saudáveis para lidar com desafios e o apoio mútuo entre colegas.
O RH pode promover palestras e workshops sobre temas como liderança empática, autoconhecimento, inteligência emocional, organização do tempo e mediação de conflitos.
Criar contextos seguros, onde a escuta ativa, a empatia e o respeito às vulnerabilidades sejam incentivados, é indispensável para o sucesso das ações do Janeiro Branco e de outras iniciativas de bem-estar.
As rodas de conversa são exemplos eficazes, pois fortalecem relações baseadas na confiança, no respeito e no sentimento de pertencimento, contribuindo para um ambiente mais colaborativo.
Apesar de janeiro ser o mês símbolo da campanha, o cuidado com a saúde mental deve fazer parte das políticas organizacionais ao longo de todo o ano. Uma forma concreta de demonstrar esse compromisso é por meio de uma estrutura sólida de benefícios. As empresas podem oferecer, por exemplo:
Estresse, depressão, ansiedade e burnout são termos cada vez mais presentes no cotidiano profissional. Cumprir metas, atender demandas e manter a produtividade não pode significar colocar a própria saúde em risco.
Resultados perdem o sentido quando vêm acompanhados de esgotamento físico e emocional. Embora mudanças estruturais precisem partir das lideranças, é fundamental que cada profissional reconheça seus próprios limites e também respeite os limites de quem trabalha ao seu lado.
O cuidado com o bem-estar pode começar dentro da própria equipe, por meio do diálogo e de pequenas atitudes diárias. Veja algumas estratégias para evitar a sobrecarga no dia a dia:
Cuidar da saúde mental é um investimento contínuo em você, na sua carreira e na qualidade das relações no trabalho.
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