Dissídio 2026: como é calculado o aumento e como se preparar

Veja estratégias práticas para identificar causas, reduzir afastamentos recorrentes e promover um ambiente de trabalho mais saudável e produ...
6 de Abril de 2026
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A gestão de absenteísmo tem se tornado um dos grandes desafios das organizações contemporâneas, impactando diretamente a produtividade, os custos operacionais e o clima organizacional. Entre os diversos fatores que contribuem para as ausências no trabalho, o aumento no número de atestados médicos chama a atenção de gestores e profissionais de Recursos Humanos, exigindo uma abordagem estratégica, ética e equilibrada.
Mais do que simplesmente controlar faltas, é fundamental compreender as causas por trás desse fenômeno, que podem envolver questões de saúde, ambiente de trabalho, engajamento e até cultura organizacional. Contamos mais sobre o assunto neste artigo!
Índice:
Quando há uma concentração elevada de atestados, seja em uma empresa como um todo ou em áreas específicas, isso pode indicar fatores internos relevantes, como problemas na cultura organizacional, falhas na liderança ou até situações de sobrecarga e assédio no ambiente de trabalho.
Dessa forma, o excesso de atestados deve ser interpretado como um importante sinal de alerta, sobretudo quando envolve questões de saúde mental. Ambientes caracterizados por alta pressão, comunicação ineficiente ou falta de suporte tendem a apresentar maiores índices de absenteísmo por atestados médicos, evidenciando que o problema vai além das ausências e reflete questões estruturais mais profundas.
Assim como um aumento nos casos de problemas físicos pode indicar falhas ergonômicas, a recorrência de afastamentos por sofrimento psicológico aponta para a necessidade de avaliar o clima organizacional e a cultura interna.
Problemas musculoesqueléticos, transtornos mentais, doenças crônicas e condições associadas à ergonomia inadequada e ao estresse ocupacional figuram entre as principais razões para afastamentos médicos no ambiente corporativo.
Em 2025, o Brasil registrou cerca de 4 milhões de licenças por motivo de doença, o maior número dos últimos cinco anos. Entre as principais causas, as doenças musculoesqueléticas, especialmente aquelas que afetam a coluna, continuaram liderando. A dorsalgia, conhecida pelas dores nas costas, ocupou novamente o topo da lista, com 237.113 benefícios concedidos, mantendo-se como a principal causa desde 2023.
Na sequência, destacam-se os transtornos dos discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos. No entanto, os dados também evidenciam uma transformação relevante no perfil de adoecimento dos trabalhadores. Para além das condições físicas já conhecidas, os transtornos de saúde mental passaram a ter um peso cada vez mais expressivo.
Esse movimento já vinha sendo observado no ano anterior, quando relatórios indicaram um crescimento significativo nos afastamentos por questões psicológicas, sinalizando uma crise de saúde mental no país. Em 2025, essa tendência se consolidou: os casos de ansiedade e depressão voltaram a aumentar e, somados, já configuram o segundo maior motivo de afastamento no Brasil, ficando atrás apenas das doenças relacionadas à coluna.
Quando um colaborador falta ou se afasta por questões de saúde, o impacto vai além do salário:
Empresas frequentemente subestimam esses custos, eles são difíceis de medir, mas muito altos.
Por outro lado, os benefícios de saúde, como plano médico, apoio psicológico, programas de bem-estar, ações preventivas e incentivo a hábitos saudáveis, ajudam a reduzir o surgimento de problemas mais graves. Condições como Burnout, ansiedade e dores ocupacionais podem ser evitadas ou minimizadas quando há acompanhamento adequado e um ambiente organizacional que valoriza o cuidado com as pessoas.
Além da redução de afastamentos, a prevenção contribui para o aumento do engajamento, da satisfação e da retenção de talentos. Funcionários que se sentem bem cuidados tendem a produzir mais e a permanecer mais tempo na empresa, o que também reduz custos com rotatividade e contratação.
O aumento de atestados indica que algo não vai bem com a saúde física e mental dos colaboradores. Quanto maior a frequência de afastamentos, maior a necessidade de atenção e ações estruturadas por parte da empresa.
Reduzir o excesso de atestados exige medidas contínuas, baseadas em dados, políticas claras e cuidado com as pessoas. Empresas que atuam preventivamente conseguem melhorar o clima organizacional e evitar a repetição do problema. Veja algumas iniciativas que podem ser tomadas a seguir.
A medicina corporativa é essencial para prevenir doenças físicas e mentais, mesmo em ambientes de baixo risco, como escritórios, onde são comuns problemas ergonômicos e estresse.
Iniciativas preventivas ajudam a reduzir afastamentos. Isso inclui oferecer plano de saúde, promover palestras, planejar ações e adaptar o ambiente às necessidades individuais dos colaboradores.
O uso de endomarketing contribui para disseminar hábitos saudáveis no dia a dia, por meio de campanhas, mensagens e conteúdos educativos.
A ginástica laboral promove saúde e bem-estar, ajudando a prevenir lesões, reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.
A empresa também deve incentivar hábitos saudáveis além do trabalho, criando condições para que os colaboradores cuidem da saúde no dia a dia.
E o iFood Benefícios na missão de oferecer mais qualidade de vida e condições para cuidar da saúde dos colaboradores. Com o cartão de benefícios flexíveis do iFood, a empresa consegue oferecer diversos benefícios corporativos de saúde, além de facilitar o acesso a uma alimentação mais saudável nos mais de 11 milhões de estabelecimentos credenciados. Se interessou? Peça iFood Benefícios na sua empresa e descubra como estamos alimentando o futuro do trabalho!





