NRF 2026: 5 Tendências que estão redesenhando o futuro do varejo e do trabalho

Acompanhe as principais tendências, tecnologias e insights do maior evento mundial de varejo

Foto de National Retal Federation

Por National Retal Federation

Confira tudo que rolou no maior evento de varejo do mundo

15 de Janeiro de 2026

Leitura de 6 min

NRF Big Show 2026, realizada em Nova York, mais uma vez mostrou por que é considerada o maior evento de varejo do mundo. Mais do que tendências de consumo, a NRF antecipa movimentos de negócio, tecnologia, cultura e gestão de pessoas que impactam diretamente o mercado de trabalho.

Estar presente na NRF é, na prática, olhar alguns anos à frente. Por isso, o iFood Benefícios esteve em Nova York, acompanhando de perto as principais discussões, cases globais e sinais do futuro — com um objetivo claro: entender como essas transformações impactam empresas, lideranças, RHs e a experiência dos colaboradores.

A seguir, reunimos os 5 principais destaques do primeiro dia da NRF 2026 — insights que ajudam a decodificar para onde o mercado está indo e o que as organizações precisam fazer agora.

Índice:

1. A evolução rumo aos Ecossistemas de Negócios

O varejo deixou de ser uma atividade puramente transacional para se consolidar como um modelo de ecossistema. Em vez de vender apenas produtos, as empresas estão expandindo seus principais ativos — base de clientes, dados e infraestrutura — para oferecer uma gama diversificada de serviços e experiências.

Alguns exemplos apresentados no evento ilustram bem esse movimento:

  • CVS Health evoluiu de uma rede de farmácias para um ecossistema completo de saúde, integrando seguros (Aetna), gestão de benefícios e entrega de cuidados médicos, o que simplifica a jornada do consumidor e aumenta o valor percebido.
     
  • Magalu transformou-se em uma plataforma multicanal que reúne varejo, logística (Magalog), fintech (MagaluPay) e cloud computing, mantendo o cliente no centro da estratégia e fortalecendo o relacionamento por meio da influenciadora virtual Lu.
     
  • Fanatics ampliou sua atuação do licenciamento de produtos esportivos para colecionáveis, apostas esportivas e eventos proprietários, criando uma plataforma digital completa para o fã de esportes.

O recado é claro: quem constrói ecossistemas cria relevância contínua.

2. A era da IA Generativa e do Agentic Commerce

Na NRF 2026, a Inteligência Artificial deixou de ser tratada como apoio operacional e passou a ser apresentada como o núcleo do modelo de negócios. O conceito de empresas “AI-first” ganhou força, mostrando que a IA agora influencia decisões estratégicas.

Um dos grandes destaques foi o Agentic Commerce — o surgimento das chamadas compras autônomas, em que agentes de IA tomam decisões e realizam compras em nome dos consumidores, com base em preferências, contexto e dados em tempo real.

Esse cenário também transforma a forma como marcas precisam se posicionar no ambiente digital:

  • O SEO tradicional evolui para AEO (Otimização de Mecanismos de Agentes)GEO (Otimização de Motores Generativos), exigindo que as marcas sejam facilmente identificáveis e compreendidas por algoritmos de IA.
     
  • O lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP), pelo Google, busca padronizar a comunicação entre agentes de IA de diferentes varejistas e plataformas, criando um novo padrão de interoperabilidade.
     

A mensagem é direta: a IA não apenas executa — ela decide.

3. O novo consumidor: Geração Z e Geração Alpha

Entender as novas gerações é essencial, especialmente porque elas não são homogêneas. O comportamento da Geração Z e da Geração Alpha revela mudanças profundas na relação com marcas, consumo e trabalho.

  • Geração Alpha, nativa digital e de IA, se destaca como uma geração de creators. São storytellers por natureza, com baixa lealdade a marcas tradicionais e alta expectativa de participação ativa.
     
  • economia do criador ganha força com marcas como a PacSun, que criam hubs de comunidade para incentivar a cocriação e gerar novas oportunidades de renda para criadores de diferentes perfis.
     
  • Saúde mental e autenticidade deixam de ser discurso. Os jovens esperam que marcas integrem propósito e causas sociais às suas operações, e não apenas às campanhas de marketing.
     

Para o varejo — e para as empresas em geral —, isso significa que conexão genuína vale mais do que alcance.

4. Excelência operacional e o futuro da loja física

A loja física não está desaparecendo — ela está sendo reinventada. Na NRF 2026, ficou claro que o ponto de venda passa a cumprir dois papéis centrais: destino de experiênciahub logístico de micro-fulfillment.

Alguns exemplos reforçam esse movimento:

  • Conceitos como a House of Sport, da Dick’s Sporting Goods, e a Galeria Magalu apostam em experiências imersivas, serviços e espaços de convivência que o digital não consegue replicar.
     
  • REI destacou que, em um mundo cada vez mais automatizado, a conexão humana e a expertise dos colaboradores se tornam diferenciais competitivos, gerando confiança e vínculo emocional.
     
  • logística como marca ganhou protagonismo. Estoque preciso e entregas rápidas deixaram de ser bastidores e passaram a ser parte central da percepção de valor, como mostram Walmart e Amazon.
     

Eficiência operacional, hoje, também constrói reputação.

5. Cultura organizacional e liderança

Nenhuma transformação digital acontece sem uma mudança profunda de cultura e liderança. Esse foi um dos pontos mais reforçados no primeiro dia da NRF 2026.

  • O mantra “Ganhar e Aprender” destaca que inovação exige ambientes psicológicos seguros, onde errar faz parte do processo e a iteração rápida é vista como o “novo perfeito”.
     
  • colaboração interna ganha destaque em modelos como o da Dick’s Sporting Goods, que valoriza o trabalho em equipe por meio do prêmio “Left Tackle”, reconhecendo quem protege o time e fortalece o coletivo, em vez do brilho individual.
     

O futuro do trabalho pede líderes menos centralizadores e culturas mais colaborativas.

O futuro do varejo é agora

O primeiro dia da NRF 2026 deixou uma mensagem clara: o futuro do varejo é sistêmico, tecnológico e profundamente humano. Ecossistemas substituem transações isoladas, a IA assume um papel estratégico, o consumidor se torna criador, a loja física se reinventa e a cultura passa a ser o verdadeiro motor da inovação.

Para empresas que querem se manter relevantes — inclusive como marcas empregadoras — acompanhar esses movimentos não é opção, é necessidade.

iFood Benefícios esteve presente na NRF 2026 justamente para antecipar essas transformações e apoiar empresas na construção de ambientes de trabalho mais estratégicos, humanos e alinhados ao futuro.

Para empresas que querem se manter relevantes — inclusive como marcas empregadoras — acompanhar esses movimentos não é opção, é necessidade.

iFood Benefícios esteve presente na NRF 2026 justamente para antecipar essas transformações e apoiar empresas na construção de ambientes de trabalho mais estratégicos, humanos e alinhados ao futuro.

 

👉 Quer acompanhar de perto as principais tendências que impactam pessoas, cultura e o mercado de trabalho?


Explore os conteúdos do Acrescenta, o portal de conteúdo do  iFood Benefícios e fique à frente das mudanças que já estão moldando o amanhã.

 

Gente e gestão

Compartilhe esse post

Copiar Link
Compartilhar no Whatsapp
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no Facebook

Veja outros artigos de National Retal Federation

Últimas publicações

Mais sobre: Gente e gestão