Vale-alimentação 2026: valores e mudanças

Estabelecer limites claros no trabalho é essencial para reduzir o estresse e garantir relações mais sustentáveis entre pessoas e empresas.
26 de Fevereiro de 2026
Leitura de 4 min
O mundo do trabalho mudou, mas nem sempre os limites mudam junto. Jornadas extensas, mensagens fora do horário, urgências constantes e a dificuldade de “desligar” transformaram o excesso em algo normalizado em muitas organizações. O resultado? Cansaço crônico, queda de desempenho e relações profissionais cada vez mais tensionadas.
Falar de limites saudáveis no trabalho não é sobre fazer menos ou perder comprometimento. É sobre criar condições para que as pessoas sustentem bons resultados ao longo do tempo sem adoecer. E isso é uma responsabilidade compartilhada entre colaboradores, lideranças, empresas e RH.
Índice:
Os números mostram que o problema é estrutural. Uma pesquisa recente da Robert Walters revelou que 60% dos profissionais já sofreram algum tipo de estresse relacionado ao trabalho. Mais grave: 55% não acreditam que suas empresas estejam fazendo o suficiente para reduzir essa estafa.
Esse cenário indica que, mesmo quando o colaborador tenta se proteger, muitas vezes encontra barreiras culturais e organizacionais que dificultam a construção de limites claros e saudáveis.
Embora a empresa tenha grandes responsabilidades, o colaborador também precisa assumir um papel ativo na definição de seus próprios limites. Alguns caminhos práticos incluem:
Estabelecer limites começa por comunicá-los. Isso significa alinhar expectativas sobre horários, prazos realistas e capacidade de entrega, especialmente em ambientes híbridos ou remotos.
Saber dizer “não agora” ou “isso precisa ser replanejado” exige clareza sobre prioridades. Ferramentas de gestão de tarefas e combinados objetivos ajudam a evitar sobrecarga silenciosa.
Criar rituais de início e fim da jornada, evitar sempre que possível responder a mensagens fora do horário de expediente e respeitar pausas são atitudes fundamentais para preservar energia mental.
Cansaço constante, irritabilidade, queda de concentração e sensação de esgotamento são sinais de que os limites já foram ultrapassados. Reconhecer isso cedo é uma forma de autocuidado, não de fraqueza.
Limites saudáveis não se sustentam apenas pela boa vontade do colaborador. Eles precisam ser respaldados pela cultura organizacional. Caso contrário, viram discurso vazio.
É aqui que entram empresa e RH.
Se a liderança envia mensagens fora do horário, normaliza horas extras frequentes ou recompensa quem nunca “desliga”, o recado é claro: limites não são bem-vindos.
Empresas maduras estabelecem regras objetivas sobre horários, uso de canais de comunicação e expectativas de resposta. Isso reduz ambiguidades e protege todos os lados.
O RH precisa capacitar líderes para gerir demandas de forma sustentável, evitando urgências constantes, microgestão e sobrecarga emocional dos times.
Criar espaços onde colaboradores possam falar sobre carga de trabalho, pressão e estresse sem medo de retaliação é essencial para ajustes contínuos.
Quando limites não existem, o impacto vai além do indivíduo. Segundo dados recentes da Gallup, funcionários insatisfeitos geraram uma perda estimada de US$ 1,9 trilhão em produtividade para empresas americanas em um único ano.
Esse número deixa claro que o excesso cobra seu preço — em engajamento, resultado e sustentabilidade do negócio. Limites saudáveis não reduzem performance; eles evitam o colapso dela.
O RH atua como mediador entre pessoas e organização. É quem traduz cuidado em política, bem-estar em processo e cultura em prática. No tema dos limites, isso significa:
Limites saudáveis são, no fim, uma escolha de gestão.
Empresas que respeitam limites constroem relações mais maduras, times mais engajados e resultados mais consistentes. Colaboradores que aprendem a se posicionar com clareza trabalham melhor, não menos.
Limites saudáveis não são barreiras. São acordos conscientes que permitem que pessoas e organizações cresçam juntas, sem adoecer no caminho.
Limites saudáveis não nascem de regras soltas ou discursos sobre bem-estar. Eles acontecem quando a empresa organiza o trabalho de forma mais humana, respeita o tempo das pessoas e oferece condições reais para que ninguém precise se desgastar para dar conta da rotina.
É nesse espaço que iFood Benefícios atua, ajudando empresas a apoiar o dia a dia sem invadir a vida pessoal, e onde o Acrescenta amplia a conversa, trazendo reflexões práticas para um RH que quer cuidar de pessoas sem perder eficiência.





