Cultura ou bate-papo de café?

Por que saber no “que nós acreditamos” realmente impacta os resultados.

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Por Maryana com Y

Maryana com Y é palestrante TEDx e criadora da Inteligência HUMORcional. Empresária de RH, coautora best-seller e colunista da Vida Simples. Com pós em Neurociências, já impactou mais de 1 milhão de pessoas com bom humor e inteligência positiva.

8 de Janeiro de 2026

Leitura de 2 min

Sabe aquelas empresas que falam de missão, valores e propósito, mas vivem um clima tenso, chato com  turnover alto e zero alinhamento? É porque muita gente ainda trata a cultura como se fosse “perfumaria”. Mas cultura não é essência, é estrutura e as pesquisas mostram isso sem dó: empresas com alto alinhamento cultural têm 4,4× mais receita e 4× mais EBITDA, segundo dados da Aon.

Quando as pessoas se sentem parte de algo maior, com valores claros, missão real e segurança psicológica a produtividade dispara. Um estudo de 2022 mostrou que elementos culturais como envolvimento e adaptabilidade explicam cerca de 25% da variação da produtividade, segundo a SpringerOpen. Cultura forte reduz atrito, aumenta clareza e facilita execução. Café grátis não faz isso. Ping-pong não faz isso, mas um ecossistema coerente faz.

E quando a cultura está desalinhada? A conta chega e não é barata. A mesma pesquisa da Aon aponta que empresas com cultura forte têm menos rotatividade, mais engajamento e muito mais desempenho financeiro. Já culturas incoerentes geram ruído, micro tensões e perda de talento,  todas extremamente caras. A cultura sempre afeta a última linha: lucro, previsibilidade e crescimento.

E se você está pensando “ok, mas isso é só teoria”, então aqui vai mais: um estudo de 2025 (MDPI) mostrou impacto direto de valores, crenças e estilo de liderança no desempenho dos colaboradores. Quando a cultura não é vivida pela liderança, o time vive confusão. Quando é vivida, o time vive coerência e coerência diminui estresse, melhora entrega e aumenta performance.

Cultura não substitui meta; ela permite que a meta seja atingida sem adoecer a equipe. É o sistema operacional invisível que define como as pessoas pensam, decidem e colaboram. Empresas que tratam cultura como enfeite continuam apagando incêndio. Empresas que tratam cultura como estratégia constroem crescimento sustentável  e isso aparece nos indicadores de excel bem rapidamente.

Índice:

Dicas práticas para aplicar cultura como alavanca:

  • Pergunte ao time: “o que realmente valorizamos aqui?”  e aceite respostas honestas;
  • Faça a liderança viver o que prega: cultura começa no exemplo;
  • Crie micro-rituais que reforcem valores diariamente;
  • Meça cultura junto com indicadores de produtividade, não depois;
  • Comunique com clareza, transparência e consistência, cultura não cresce no silêncio.

Então, da próxima vez que alguém disser “cultura é perfumaria”, pergunte se o lucro também é. Porque se cultura for só pôster bonito, o negócio até cheira bem, mas não cresce. E empresa sem cultura é tipo café sem cafeína: existe, mas ninguém acorda com ela.

Com humor,

Maryana

 

 

Cultura forte não nasce do acaso, nasce de decisões bem informadas. No Acrescenta, hub de conteúdos do iFood Benefícios, a conversa é exatamente essa: como pessoas, liderança e estratégia se conectam para gerar crescimento sustentável.

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