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Como o RH pode usar dados para apoiar colaboradores, equilibrando números com narrativas humanas para construir uma cultura de insights reai...
26 de Novembro de 2025
Leitura de 4 min
O universo corporativo está cada vez mais impulsionado por dados. A revolução do People Analytics aplica análise de dados aos processos de RH para obter insights sobre a força de trabalho, otimizar decisões e melhorar resultados. O Gartner (companhia transnacional de pesquisa e consultoria) prevê que, até 2025, 60% das grandes empresas usarão People Analytics para aumentar a produtividade e a retenção, mas alerta que a falta de governança de dados e a privacidade serão os principais desafios. A grande questão é: como usar People Analytics para entender pessoas, e não para controlá-las, garantindo que a tecnologia não desumanize a experiência do colaborador?
O artigo convida à reflexão sobre a necessidade de um People Analytics ético. Vamos entender como o RH pode ser o guardião dessa abordagem, equilibrando rigor analítico com sensibilidade humana, transformando números em narrativas significativas para um futuro do trabalho mais justo.
Índice:
O People Analytics oferece um potencial transformador, ajudando a identificar padrões de rotatividade, otimizar treinamentos, prever necessidades de talentos, melhorar o bem-estar e combater vieses. Em vez de operar por intuição, o RH pode tomar decisões baseadas em evidências.
Contudo, a coleta e a análise de dados sobre colaboradores – o que pode incluir desempenho, tempo em tarefas, comunicação e saúde – levantam preocupações éticas significativas:
O desafio não é evitar o People Analytics, mas dominá-lo com um forte framework ético.
Para que o People Analytics seja uma ferramenta de empoderamento, o RH precisa assumir o papel central de guardião da ética, garantindo que o foco permaneça nas pessoas:
O segredo de um People Analytics que não desumaniza é equilibrar os números com as narrativas humanas. Dados quantitativos nos dão o "o quê" e o "quanto"; as narrativas nos dão o "porquê" e o "como".
Um estudo da IBM de 2022 indica que empresas que utilizam People Analytics de forma madura podem ter até 30% mais sucesso na retenção de talentos e 25% mais eficiência na contratação, além de um aumento de 15% na produtividade. Essa "maturidade" implica uma abordagem ética e centrada no humano. Para a McKinsey, empresas que combinam People Analytics com escuta ativa e empatia têm até 3,5 vezes mais chances de obter um ROI superior.
Como integrar números e narrativas:
A era dos dados humanos não é sobre o RH se tornar um departamento de TI, mas sobre uma colaboração inteligente. A tecnologia amplifica a capacidade do RH de cuidar, entender e desenvolver pessoas.
Um People Analytics bem implementado, com forte pilar ético, fortalece a confiança, cria um ambiente justo e equitativo, e permite que as organizações prosperem ao nutrir seu recurso mais valioso: seus talentos. O RH tem a oportunidade única de liderar essa transformação, garantindo que a jornada para um futuro mais data-driven seja, acima de tudo, humana.
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