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Confira como promover inclusão, acessibilidade e valorização de talentos na construção de um mercado de trabalho mais justo.
18 de Maio de 2026
Leitura de 6 min
Falar sobre diversidade e inclusão no mercado de trabalho deixou de ser apenas uma questão legal para se tornar um compromisso social. Entre os temas mais relevantes desse debate está a presença das Pessoas com Deficiência (PcD) no mundo do trabalho, que ainda enfrentam barreiras físicas, sociais e culturais para acessar oportunidades profissionais. Apesar dos avanços nas políticas de inclusão, muitos desafios persistem, como a falta de acessibilidade, o preconceito e a desinformação.
Incluir PcD não é apenas cumprir cotas, mas reconhecer talentos, valorizar competências e garantir que todos tenham condições reais de desenvolver seu potencial. Entenda quem é incluído neste grupo, as regras de contratação estabelecidas pela lei e o que é necessário para cumpri-las.
Índice:
A sigla PcD refere-se a Pessoa com Deficiência. Esse termo passou a ser adotado oficialmente a partir da Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, em 2006, substituindo expressões antigas como “deficiente”, “pessoa deficiente” ou “inválido”, que hoje são consideradas inadequadas por reduzirem a pessoa à sua condição.
De acordo com essa Convenção, a deficiência pode estar presente desde o nascimento ou ser adquirida ao longo da vida, como consequência de acidentes ou de doenças degenerativas, por exemplo.
No Brasil, em 2015, foi criado o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante direitos, promove a inclusão social e estabelece punições para práticas discriminatórias. Esse estatuto também define legalmente quem é considerada pessoa com deficiência.
Conforme a Lei nº 13.146/2015, pessoa com deficiência é aquela que possui impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, ao interagir com barreiras do ambiente, dificultam sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
De modo geral, as deficiências podem ser classificadas em quatro tipos principais: física, auditiva, visual e intelectual. Há ainda a chamada deficiência múltipla, que ocorre quando a mesma pessoa apresenta duas ou mais deficiências ao mesmo tempo.
A deficiência física envolve alterações no corpo que comprometem, de forma parcial ou total, a mobilidade ou o controle de movimentos. Essas alterações podem estar presentes desde o nascimento ou surgir ao longo da vida, em decorrência de doenças ou acidentes.
Alguns exemplos de deficiência física incluem:
A deficiência auditiva refere-se à diminuição ou perda da capacidade de ouvir. Ela pode ocorrer em apenas um ouvido (unilateral), nos dois ouvidos (bilateral) ou de forma total, quando não há percepção de sons.
A deficiência visual está relacionada à redução ou ausência da visão. Entre as formas mais conhecidas estão:
A deficiência intelectual ocorre quando há limitações no funcionamento intelectual e no desenvolvimento de habilidades adaptativas, como comunicação, aprendizagem, interação social e autonomia. Ela pode se apresentar em diferentes níveis: leve, moderado, severo ou profundo.
Esse tipo de deficiência pode impactar áreas como o aprendizado, o controle emocional, a socialização e a resolução de problemas do cotidiano.
Entre alguns exemplos de condições associadas à deficiência intelectual, estão:
A contratação de Pessoas com Deficiência (PcD) no Brasil é regulamentada pela Lei nº 8.213/1991, popularmente conhecida como Lei de Cotas. Essa legislação trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social e estabelece a obrigatoriedade de reserva de vagas para PcD em empresas com cem ou mais funcionários.
A proporção de vagas destinadas a PcD varia de acordo com o número de empregados da empresa. Em caso de descumprimento, o Ministério do Trabalho pode aplicar multas diárias, conforme os seguintes critérios:
Vale destacar que empresas de menor porte, mesmo não sendo legalmente obrigadas, também podem contratar PcD. Essa iniciativa vai além do cumprimento de uma norma: representa um compromisso com a diversidade e o reconhecimento de que a deficiência, em muitos casos, não interfere na competência, produtividade ou qualidade do trabalho desempenhado.
Confira algumas boas práticas para planejar um processo de recrutamento mais inclusivo de PcD:
Prepare-se antes da entrevista, buscando compreender previamente a deficiência do candidato, de forma respeitosa, para conduzir a conversa adequadamente.
Informe com antecedência a duração prevista da entrevista, já que alguns candidatos podem precisar organizar transporte ou apoio para o deslocamento.
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