NRF 2026: Destaques do terceiro dia e o que eles revelam sobre o futuro do varejo

Conheça os desafios, impactos e transformações do trabalho remoto na vida dos profissionais e das empresas, e as previsões para o futuro.
19 de Janeiro de 2026
Leitura de 7 min
Nos últimos anos, o trabalho em home office deixou de ser uma exceção para se tornar parte da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo. Se, por um lado, ele trouxe benefícios evidentes, como maior flexibilidade, redução do tempo de deslocamento e mais autonomia, por outro, também revelou desafios importantes, como o isolamento social, a dificuldade de separar vida pessoal e profissional, a sobrecarga mental e a perda do convívio presencial.
Diante desse contexto, discutir o trabalho em home office vai além de avaliar onde se trabalha; envolve refletir sobre como queremos trabalhar no futuro, quais limites precisam ser estabelecidos e de que maneira empresas e profissionais podem construir modelos mais equilibrados, humanos e sustentáveis. Continue lendo!
Índice:
O trabalho em home office se expandiu de forma acelerada a partir de 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19. Além de garantir a continuidade das atividades econômicas durante o período de isolamento social, esse modelo possibilitou às empresas reduzir despesas como aluguel, consumo de energia elétrica e serviços de internet.
Com o passar do tempo, entretanto, parte das organizações passou a rever sua posição em relação ao home office. Um estudo da Mercer Brasil, que ouviu 365 profissionais da área de Recursos Humanos revelou que entre os gestores, 76% afirmaram sentir insegurança quanto ao desempenho das equipes à distância; 66% relataram um excesso de reuniões; 51% apontaram obstáculos no acompanhamento de novos funcionários; 61% destacaram desafios relacionados à liderança; e 52% indicaram a cultura organizacional como um fator limitante para o modelo remoto.
Muitas dessas dificuldades decorrem de fragilidades estruturais já existentes nas empresas. Entre elas estão a falta de planejamento estratégico por parte das lideranças, a baixa maturidade organizacional de alguns colaboradores para lidar com autonomia e gestão do tempo, e perfis de negócios que dependem fortemente da interação constante entre equipes, o que torna a adaptação ao trabalho remoto mais complexa.
O cenário do trabalho aponta para um caminho mais flexível e menos padronizado. Em vez de impor um único formato, as organizações que desejam se manter relevantes precisarão desenvolver políticas capazes de dialogar com as diferentes realidades de seus profissionais.
Nesse contexto, os modelos remoto e híbrido tendem a se manter como alternativas fortes, oferecendo arranjos que beneficiam tanto os trabalhadores quanto os objetivos corporativos. Torna-se evidente que o home office não representa uma tendência passageira, mas também não deve se firmar como solução exclusiva. O formato híbrido, ao unir momentos presenciais e trabalho à distância, ganha destaque por possibilitar flexibilidade sem abrir mão do convívio e da colaboração.
Essa transformação já se reflete nos espaços urbanos e organizacionais: surgem coworkings em regiões residenciais, enquanto empresas redesenham seus escritórios para torná-los menores, mais dinâmicos e voltados à interação. Assim, o trabalho deixa de ser definido prioritariamente pelo local e passa a ser compreendido, cada vez mais, pelas formas de realização, organização e cooperação.
Nem todos dispõem de um espaço apropriado para trabalhar em casa. A ausência de um ambiente exclusivo, silencioso e confortável pode gerar distrações, conflitos domésticos e queda no rendimento.
Interrupções, ruídos e a presença de outras pessoas dificultam a concentração e tornam mais complexa até mesmo a comunicação profissional.
Quando casa e escritório se tornam o mesmo espaço, os limites entre tempo profissional e pessoal tendem a se confundir. Essa mistura favorece jornadas mais longas, sensação constante de estar trabalhando e maior risco de sobrecarga física e emocional.
Distrações domésticas e interrupções frequentes podem tornar tarefas simples mais demoradas. Como as cobranças permanecem as mesmas, muitos profissionais acabam estendendo o horário de trabalho, o que intensifica o cansaço e o estresse.
A ausência do convívio presencial limita conversas espontâneas, trocas informais de conhecimento e resolução rápida de problemas. Mesmo com reuniões online, o distanciamento pode empobrecer a colaboração e o sentimento de pertencimento.
Para quem mora sozinho, o home office pode acentuar a solidão. A falta do contato cotidiano com colegas reduz interações sociais, momentos de descontração e vínculos construídos no ambiente de trabalho. Falamos mais sobre o assunto a seguir!
Os riscos psicossociais no contexto do home office assumem características próprias, relacionadas principalmente ao distanciamento social, à dinâmica de comunicação e às formas de gestão. Algumas das consequências podem incluir:
A ausência do convívio presencial reduz as interações espontâneas e o sentimento de pertencimento. Com o tempo, essa desconexão pode gerar solidão, queda no engajamento e impactos negativos na saúde mental, como aumento do estresse, da ansiedade e da desmotivação.
Sem a separação física entre os ambientes, muitos profissionais têm dificuldade para “desligar-se” do trabalho. Isso favorece jornadas prolongadas, invasão do tempo pessoal e maior risco de cansaço extremo, afetando o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.
A comunicação mediada por telas tende a ser mais sujeita a ruídos e interpretações equivocadas. A falta de contato direto pode ampliar a sensação de distanciamento da liderança, reduzir o reconhecimento percebido e enfraquecer a motivação.
Ferramentas de monitoramento adotadas por algumas empresas podem transmitir a ideia de vigilância constante. Essa percepção gera tensão, insegurança e desconfiança, aumentando os níveis de estresse e, muitas vezes, prejudicando o clima organizacional e o desempenho.
Segundo o Manual de Teletrabalho do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para que o home office funcione de maneira eficiente e saudável, é necessário que ele esteja apoiado em cinco pilares principais. O primeiro é a comunicação, que deve ser constante e transparente, para que o trabalhador, mesmo à distância, se sinta integrado à equipe e à cultura da organização. O segundo é a tecnologia, que envolve garantir ao servidor equipamentos adequados, acesso a sistemas e suporte técnico remoto, evitando que dificuldades técnicas comprometam o desempenho das atividades.
O terceiro pilar é a gestão de pessoas, que deve incentivar a participação em treinamentos, o desenvolvimento de competências e a construção de relações baseadas na confiança e na autonomia. Em seguida, destaca-se a saúde e ergonomia, que dizem respeito à preocupação com as condições do ambiente doméstico de trabalho, prevenindo problemas físicos e psicológicos. Por fim, a regulamentação é essencial para definir responsabilidades, metas e limites, assegurando que a busca por resultados não prejudique o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Além desses pontos, o empregador também tem o dever de preservar o direito à privacidade e à imagem dos colaboradores, utilizando recursos como câmeras e gravações apenas com consentimento, bem como respeitando a liberdade de expressão.
Por outro lado, os trabalhadores também possuem responsabilidades. Cabe a eles cumprir suas funções, respeitar a jornada contratada, seguir as orientações relacionadas à saúde e ao bem-estar e utilizar corretamente os sistemas fornecidos. Nesse sentido, a segurança da informação torna-se fundamental, exigindo cuidados como uso de antivírus, realização de backups e criação de senhas fortes.
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