Tipos de feedback: como aplicar cada um de forma estratégica

Descubra formas práticas de reconhecer colaboradores e veja como a valorização consistente fortalece o engajamento.
18 de Dezembro de 2025
Leitura de 5 min
Reconhecer não é só agradecer. É construir uma cultura em que as pessoas se sintam vistas, valorizadas e conectadas ao propósito da empresa. Em um cenário onde a competitividade é alta e os ciclos de trabalho aceleram, o reconhecimento se tornou um dos pilares mais poderosos para manter equipes engajadas e reduzir o desgaste emocional.
E não é só percepção. Pesquisas reforçam a importância desse cuidado: estudos da recrutadora internacional Robert Half mostram que 79% dos profissionais consideram o reconhecimento um dos principais fatores de motivação no trabalho.
E a Gallup, referência global em engajamento, identificou que empresas com uma forte cultura de reconhecimento têm 23% menos rotatividade. Ou seja, reconhecer não é só sobre clima — é sobre resultado, desempenho e sustentabilidade do negócio.
Mas como construir uma cultura de reconhecimento que seja realmente consistente e significativa? A seguir, trazemos sete estratégias que o RH pode aplicar facilmente, combinando abordagens financeiras e comportamentais para criar um ambiente onde o reconhecimento é constante e genuíno.
Índice:
Não basta elogiar: é preciso nomear o comportamento, contextualizar e mostrar o impacto. O reconhecimento público pode acontecer em:
• Reuniões semanais;
• Comunicados internos;
• Newsletters;
• Canais internos, como Slack ou Teams.
Mas o ponto central não é o formato: é a especificidade. Em vez de “Bom trabalho”, prefira “A forma como você reorganizou o fluxo do projeto reduziu atrasos e elevou a satisfação do cliente”. Reconhecimentos específicos aumentam a sensação de propósito e fazem o colaborador perceber que seu esforço foi realmente notado.
Reconhecimento financeiro continua sendo um grande estímulo, especialmente quando alinhado à performance. Algumas opções são:
• Bônus por entrega excepcional;
• Prêmios por inovação;
• Gratificações sazonais;
• Cartões de benefícios com valor adicional;
• Vouchers para usar livremente.
O segredo é evitar modelos engessados ou que só contemplam um grupo restrito. Recompensas pequenas, porém frequentes tendem a gerar mais impacto do que a espera longa por um reconhecimento anual.
Quando o reconhecimento não depende apenas da liderança, ele se multiplica.
Programas de Peer-to-peer Recognition (reconhecimento entre colegas de trabalho) criam uma cultura mais horizontal e fortalecem vínculos. Isso pode ser feito com:
• Ferramentas digitais rápidas, como mural de agradecimentos ou “kudos” (elogios ou congratulações);
• Cartões virtuais;
• Hashtags internas;
• Minicerimônias de gratidão durante reuniões.
Esse tipo de reconhecimento é poderoso, porque surge da rotina por parte de quem vive o trabalho junto.
Reconhecimento não é só celebrar o resultado. É também mostrar que o crescimento da pessoa importa. Um feedback personalizado pode destacar:
• Avanços técnicos;
• Evolução comportamental;
• Superação de desafios;
• Contribuições silenciosas, mas essenciais.
O impacto emocional desse tipo de reconhecimento é enorme, porque ele reforça a confiança e alimenta o senso de progresso — uma das forças motivacionais mais importantes no trabalho.
Muitas empresas ainda associam reconhecimento apenas ao elogio verbal, mas uma das formas mais efetivas de valorizar alguém é confiar. Isso pode ser demonstrando oferecendo:
• Horários mais flexíveis;
• Liberdade para escolher o formato de trabalho;
• Autonomia para definir prioridades;
• Participação em decisões importantes.
Tudo isso demonstra respeito e reconhecimento ao profissional. Pessoas valorizadas produzem melhor, inovam mais e se sentem psicologicamente seguras para contribuir.
Desenvolvimento é reconhecimento na prática. Quando a empresa abre espaço para que um profissional lidere um projeto, represente a área em um evento ou receba capacitação especializada, ela comunica: “Vemos potencial em você”. Algumas ações possíveis em relação a esse ponto:
• Custear cursos ou certificações;
• Incluir o colaborador em projetos estratégicos;
• Oferecer mentorias internas;
• Criar trilhas de desenvolvimento personalizadas
Essas iniciativas aumentam o engajamento e constroem planos de carreira mais sólidos dentro da empresa.
Pequenos gestos têm impacto emocional profundo e ajudam a reforçar a cultura. Alguns exemplos que o RH pode implementar rapidamente:
• Kits personalizados para conquistas importantes;
• Cartas escritas à mão pela liderança;
• Vídeos curtos agradecendo entregas de destaque;
• Momentos festivos da equipe ao fim de ciclos intensos;
• Experiências simples, como café especial entregue em casa ou almoço comemorativo.
O objetivo não é a extravagância, mas a autenticidade. Experiências simbólicas são lembradas por muito mais tempo do que recompensas pontuais.
Reconhecimento é sistema, não evento
Um dos maiores erros das empresas é tratar reconhecimento como algo eventual, ligado a campanhas ou datas específicas. Mas reconhecimento eficaz é o que acontece de forma contínua, alinhado à cultura e ao comportamento desejado. Para que isso aconteça:
• A liderança precisa ser exemplo;
• O RH deve criar rituais e práticas simples;
• A empresa deve eliminar burocracias que impedem o reconhecimento rápido;
• Os colaboradores precisam ser incentivados a reconhecer uns aos outros.
Esse ciclo constante diminui tensões, fortalece laços e cria ambientes de trabalho em que as pessoas sabem exatamente o seu valor.
Reconhecimento é um dos recursos mais poderosos para aumentar engajamento, motivação e retenção. E não se limita a aplausos: é estratégia. É linguagem. É cuidado. Quando feito de forma contínua, específica e genuína, transforma a cultura da empresa e cria equipes mais confiantes, produtivas e alinhadas.
Em um mercado onde talentos buscam propósito, pertencimento e ambientes que valorizam o esforço real, reconhecer com consistência é uma das competências mais importantes que o RH pode dominar.
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