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Entre barreiras estruturais e novas possibilidades, a maternidade no mercado de trabalho exige adaptação, apoio e políticas mais inclusivas.
8 de Maio de 2026
Leitura de 7 min
A inserção e permanência de mães no mercado de trabalho ainda representam um grande desafio no Brasil, refletindo desigualdades estruturais que impactam diretamente a trajetória profissional feminina. Dados da Fundação Getúlio Vargas revelam que quase metade das mulheres que utilizam a licença-maternidade acabam se afastando do mercado de trabalho após 24 meses, tendência que pode se estender por até 47 meses. Esse cenário evidencia não apenas dificuldades momentâneas, mas barreiras persistentes que comprometem o desenvolvimento de suas carreiras.
Entre os principais obstáculos enfrentados pelas mães trabalhadoras estão a desigualdade salarial, a falta de flexibilidade nas jornadas, o acesso limitado a oportunidades de crescimento profissional e a escassez de redes de apoio. Além disso, a chamada dupla jornada, que combina responsabilidades profissionais e domésticas, intensifica a sobrecarga física e emocional dessas mulheres.
A situação torna-se ainda mais complexa para mães solo, que lidam com desafios adicionais ao não poderem contar, na maioria das vezes, com apoio financeiro ou uma rede de suporte que facilite a conciliação entre maternidade, estudo e trabalho. Diante disso tudo, torna-se essencial discutir soluções que promovam maior equidade, inclusão e suporte efetivo, permitindo que mães possam não apenas ingressar, mas também permanecer e crescer no mercado de trabalho. Confira!
Índice:
A maternidade, muitas vezes percebida como um entrave à carreira, pode, na realidade, fortalecer competências essenciais no ambiente corporativo. Habilidades como negociação, resiliência e priorização de tarefas são constantemente desenvolvidas no cotidiano materno, tornando essas profissionais mais preparadas para lidar com desafios e tomadas de decisão.
Ainda assim, a conciliação entre trabalho e maternidade permanece atravessada por barreiras estruturais, sociais e emocionais que dificultam a plena participação das mães no mercado.
Em muitos ambientes corporativos, a falta de flexibilidade, como horários fixos e ausência de opções de trabalho remoto ou jornadas reduzidas, dificulta a rotina de mães que precisam acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos, seja em momentos de cuidado, saúde ou convivência.
Persistem visões estereotipadas que associam a maternidade à menor produtividade ou comprometimento. Esse preconceito impacta diretamente as oportunidades de crescimento, promoções e até a forma como essas profissionais são tratadas no dia a dia de trabalho.
A chamada jornada dupla ou tripla evidencia o acúmulo de funções: além do trabalho formal, muitas mães assumem a maior parte das tarefas domésticas e do cuidado com os filhos, o que gera desgaste físico e emocional e pode afetar seu desempenho profissional.
A culpa materna surge como um peso silencioso, alimentado pela expectativa de que a mulher consiga equilibrar perfeitamente todas as áreas da vida. Essa pressão constante pode comprometer o bem-estar e a autoconfiança das mães.
Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que tais desafios não são individuais, mas resultado de estruturas que ainda precisam evoluir. Promover mudanças efetivas exige empatia, revisão de políticas organizacionais e o compromisso com ambientes de trabalho mais inclusivos e humanos.
Para atender às demandas das mães no mercado de trabalho, existem alguns direitos e benefícios assegurados pela legislação trabalhista. Entre eles, destaca-se a licença-maternidade remunerada de, no mínimo, 120 dias, garantida às profissionais contratadas pelo regime CLT, permitindo um período inicial de cuidado com o bebê sem perda de renda.
Outro ponto importante é a estabilidade provisória no emprego, que impede a demissão da trabalhadora desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Além disso, a lei assegura pausas durante a jornada para amamentação: dois intervalos diários de 30 minutos cada até que o bebê complete seis meses.
A legislação também prevê a justificativa de faltas para consultas médicas, tanto no período de pré-natal quanto para acompanhamento da saúde da criança. No entanto, no caso de consultas pediátricas, esse direito ainda é limitado a apenas um dia de ausência por ano, o que muitas vezes se mostra insuficiente diante das demandas reais da maternidade.
Apesar dessas garantias, a realidade ainda apresenta desafios significativos. Um levantamento realizado pelo Vagas.com revelou que 52% das mulheres que engravidaram ou usufruíram da licença-maternidade em seu último emprego relataram ter enfrentado alguma situação negativa no ambiente de trabalho, evidenciando que os obstáculos vão além do que está previsto em lei.
Após a maternidade, muitas mulheres passam a procurar novos caminhos profissionais como forma de reconquistar autonomia financeira e retomar sua participação no mercado de trabalho. Diante da necessidade de horários mais flexíveis, rotinas adaptáveis e maior liberdade na gestão do tempo, o empreendedorismo se apresenta como uma alternativa possível.
Embora envolva desafios e incertezas, esse caminho tem atraído um número crescente de mães, oferecendo não apenas uma fonte de renda, mas também um senso de propósito e realização. Para muitas delas, empreender representa uma forma de se reinventar profissionalmente, especialmente diante de um mercado que nem sempre acolhe suas necessidades.
A conciliação entre carreira e maternidade não deve ser tratada como uma responsabilidade exclusivamente individual de mães e pais. Cabe também às organizações promoverem um ambiente de trabalho mais humano, inclusivo e sensível a essas demandas.
Nesse sentido, é essencial adotar práticas como:
Medidas como essas contribuem não apenas para a permanência desses profissionais nas empresas, mas também fortalecem seu engajamento, produtividade e bem-estar. Organizações que investem em inclusão e suporte colhem benefícios concretos, como a valorização da diversidade e a retenção de talentos.
Os benefícios corporativos personalizados para mães incluem soluções que ajudam a reduzir a pressão econômica associada à maternidade. Esse tipo de apoio é especialmente relevante, já que os custos com cuidados infantis, saúde e educação tendem a aumentar significativamente após a chegada de um filho.
Entre os principais benefícios financeiros, destaca-se o auxílio-creche, que pode ser oferecido como reembolso ou valor fixo mensal, ajudando a custear escolas infantis ou cuidadores. Algumas empresas ampliam esse suporte com subsídios adicionais para educação, cobrindo parte de mensalidades, materiais escolares ou atividades extracurriculares.
Outro benefício importante é a extensão da licença-maternidade remunerada além do mínimo legal, garantindo maior segurança financeira durante os primeiros meses do bebê. Também há organizações que oferecem bônus de retorno ao trabalho, como forma de apoiar a transição após a licença e compensar gastos iniciais com adaptação da rotina.
Planos de saúde mais abrangentes, que incluam cobertura pediátrica completa e acompanhamento especializado, também representam um alívio financeiro relevante. Além disso, iniciativas como parcerias com serviços de babá e creches conveniadas podem reduzir custos inesperados.
Algumas empresas vão além e oferecem programas de educação financeira voltados para mães, ajudando no planejamento de despesas familiares, organização do orçamento e construção de uma reserva de emergência.
Ao investir em benefícios financeiros direcionados, as empresas contribuem diretamente para a estabilidade e tranquilidade das mães, permitindo que elas se dediquem ao trabalho com mais segurança e menos sobrecarga. Isso se reflete em maior engajamento, produtividade e retenção de talentos.
iFood Benefícios oferece alternativas flexíveis para apoiar diferentes perfis de colaboradores, incluindo mães. Ao possibilitar o uso de valores em categorias variadas, como alimentação, mobilidade e bem-estar, contribuímos para que cada profissional direcione os recursos de acordo com suas prioridades.
Iniciativas como essa reforçam a importância de benefícios mais adaptáveis e alinhados à realidade das famílias, promovendo maior qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Confira como estamos transformando o futuro do trabalho!





