O que fazer quando sua equipe não sai do piloto automático?

Como redefinir metas, incentivar o feedback e estimular a inovação para impulsionar o engajamento

16 de Abril de 2025

Leitura de 7 min

Em um ambiente dinâmico e competitivo, a inovação e a proatividade são peças-chave para o sucesso de qualquer equipe. No entanto, há momentos em que os times entram no chamado “piloto automático” — um estado de estagnação onde as tarefas são executadas mecanicamente, sem entusiasmo ou busca por melhorias.

Mas como identificar se sua equipe está nesse modo? Alguns sinais claros incluem a repetição de processos sem questionamento, a falta de novas ideias, baixa participação em discussões estratégicas e um desinteresse generalizado por desafios.

A consequência disso vai além da produtividade: impacta o engajamento, reduz a colaboração e pode minar o crescimento da empresa. Se nada for feito, a rotina se torna um ciclo monótono que desmotiva os profissionais e impede a evolução do time.

O que fazer para reverter esse cenário? Como reacender o brilho nos olhos da equipe e estimular um ambiente de inovação? Neste artigo, o Acrescenta vai explorar estratégias para sair desse estado e trazer um novo fôlego ao dia a dia do trabalho.

Índice:

Redefinindo metas: O primeiro passo para quebrar a rotina

O primeiro passo para mudar esse cenário é compreender como estão os objetivos e metas da equipe. Muitas equipes que entram no piloto automático estão sem falta de direcionamento claro ou metas que não fazem mais sentido com os objetivos da área e da empresa.

É essencial ter objetivos bem definidos e alinhados com o propósito da empresa e com os propósitos individuais. Quando os colaboradores sabem exatamente o que se espera deles e entendem como seu trabalho impacta o todo, o senso de propósito aumenta, e a rotina ganha mais significado. Por isso algumas ações são importantes:

  • Reavaliar prioridades: Entender o que ainda faz sentido, o que precisa ser revisado e atualizado.
  • Garantir clareza: Garantir que os objetivos tenham ficado claros e que o impacto do trabalho individual e coletivo tenha ficado bem definido.
  • Definir marcos de curto e longo prazo: Definir claramente prazos sem sobrecarregar o time de demandas, celebrar e reconhecer cada entrega.
  • Ouvir a equipe: Realizar feedbacks formais e informais, escutar as opiniões do time e levá-las em consideração, estimulando um ambiente de colaboração e inovação.

Revisar metas periodicamente não significa mudar o rumo o tempo todo, mas garantir que o caminho traçado ainda faz sentido para o time e para a empresa. Pequenas mudanças podem ser o suficiente para tirar a equipe da inércia e trazer de volta o entusiasmo pelo trabalho.

Incentivando o feedback: Abrindo o diálogo para crescimento

O feedback contínuo é um aliado importante para desenvolvimento, crescimento e diálogo com as equipes. Se aplicado da maneira devida, ele colabora para aperfeiçoar habilidades, incentivar o desenvolvimento, redefinir rotas e fortalecer a cultura da organização.

Para que o feedback seja realmente eficaz, ele precisa acontecer em um ambiente onde as pessoas se sintam confortáveis para falar e ouvir sem receio de julgamentos ou represálias. Algumas estratégias para isso incluem:

  • Normalizar o feedback dia a dia: Não é preciso esperar os prazos formais de feedbacks para conversar com os colaboradores. O feedback precisa estar inserido na rotina, papos frequentes, ajustes de rotas, direcionamentos, pequenos reconhecimentos fazem toda a diferença.
  • Garantir o exemplo da liderança: Demonstre suas vulnerabilidades. Uma liderança que demonstra abertura para ouvir, compartilha seus próprios pontos de melhoria, encoraja o time a fazer o mesmo.
  • Focar no desenvolvimento: O feedback deve ser construtivo e não um espaço para apontar falhas ou ser punitivo. Ele deve colaborar com o crescimento do colaborador, trazer sugestões claras e aplicáveis.

O feedback, o diálogo são fundamentais para construir um espaço seguro para que as equipes sinalizem suas dores, ansiedades e expectativas. Através dessa prática é possível compreender o que leva um time a entrar no piloto automático ou prevenir que isso aconteça.

Reconhecendo o esforço: Valorização para motivar e engajar

Se há algo capaz de impulsionar a motivação e fortalecer o engajamento de uma equipe, é o reconhecimento genuíno. Sentir-se valorizado pelo esforço e pelas conquistas diárias reforça o senso de pertencimento e incentiva cada colaborador a continuar se dedicando. Afinal, quem não gosta de saber que seu trabalho faz a diferença?

O reconhecimento não precisa estar atrelado apenas a grandes conquistas. A valorização deve acontecer no dia a dia, celebrando pequenas e grandes conquistas, reconhecendo o esforço e dedicação de cada um.

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Dicas práticas para reconhecer os esforços individuais e coletivos

  • Elogios diretos e específicos: Verbalizar o atingimento de uma entrega ou uma boa execução de tarefa, destacar o que foi feito e salientar como isso contribuiu para o time e para a empresa.
  • Reconhecimento público: Compartilhar as conquistas em reuniões ou outros canais de comunicação, importante demonstrar o valor das ações individuais e coletivas.
  • Benefícios e recompensas personalizadas: Um dia de folga, um almoço especial, um bônus são também maneiras de mostrar que o esforço é valorizado.
  • Feedback positivo frequente: Assim como o feedback para melhorias é essencial, reforçar boas práticas e atitudes fortalece o desempenho da equipe.

Quando a liderança e a empresa reconhecem e valorizam suas equipes, se cria um ciclo positivo: motivação gera mais dedicação, que leva a melhores resultados, que por sua vez fortalecem ainda mais o engajamento.

Estimulando a inovação e a proatividade: Quebrando a zona de conforto

Se tem uma coisa que pode matar a criatividade de uma equipe, é a famosa frase: “Sempre fizemos assim”. Processos são importantes, mas a inovação nasce quando se permite questionar o que pode ser feito diferente, sempre visando a melhoria.

Ambientes inovadores e que abrem espaço para participação, são mais difíceis de condicionar as equipes ao piloto automático. E como criar um espaço que estimule a proatividade e inovação? 

  • Dê espaço para a experimentação: Se a empresa só valoriza ideias que “dão certo de primeira”, dificilmente alguém vai se arriscar. Criar um ambiente onde as pessoas possam testar, errar e aprender é essencial para a inovação.
  • Misture pessoas diferentes: Já percebeu como boas ideias surgem quando olhamos um problema de perspectivas diferentes? Times interdisciplinares trazem visões que muitas vezes passam despercebidas quando só um grupo pensa sobre o mesmo tema.
  • Reforce que toda ideia conta: Se um colaborador tem uma sugestão, mas sente que nunca é ouvido, ele simplesmente vai parar de tentar. Criar um canal onde qualquer um pode sugerir melhorias — e ver essas ideias sendo discutidas e testadas — gera um sentimento de pertencimento e encoraja mais inovação.
  • Reconheça as iniciativas, mesmo as que não deram certo: Nem toda ideia inovadora vai virar um case de sucesso, e tá tudo bem. O importante é manter a cultura de tentar, ajustar e aprender com o processo.

O que você pode fazer agora para transformar sua equipe?

Se a sua equipe está no piloto automático, a mudança começa com você, liderança. Criar um ambiente onde o feedback flui naturalmente, o reconhecimento é genuíno e a inovação é incentivada não exige grandes revoluções — mas sim pequenas atitudes consistentes no dia a dia. Quando as pessoas se sentem ouvidas, valorizadas e desafiadas a pensar diferente, o engajamento acontece de forma natural.

A liderança tem um papel essencial nessa transformação. Mais do que cobrar resultados, é preciso inspirar, abrir espaço para novas ideias e dar segurança para que as pessoas saiam da zona de conforto. A pergunta que fica é: Você está pronta ou pronto para dar o primeiro passo? 

Gente e gestão

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