Cada líder, uma sentença: perfis revelam o melhor e o pior da liderança
Descubra os 9 estilos de liderança no Brasil e como eles impactam cultura, engajamento e bem-estar nas empresas.
Liderar nunca foi tarefa simples. No Brasil, então, o desafio ganha contornos bem particulares. A Think Work analisou dados de quatro pesquisas feitas entre 2024 e 2025, com mais de 3 mil funcionários de todo o país. O resultado? Um raio-x das lideranças que moldam – e às vezes intoxicam – os ambientes de trabalho no país.
Inspirada na tipologia de Daniel Goleman, um dos maiores especialistas em liderança do mundo, a Think Work adaptou os estilos de gestão para a realidade brasileira. Surgiram nove perfis que hoje dão o tom nas organizações e que influenciam diretamente a motivação, o desempenho e o bem-estar das equipes.
Os dois estilos mais citados – atribuídos a 19% dos líderes, segundo a percepção dos funcionários – são o desenvolvedor e o liberal. O primeiro investe no crescimento do time, atuando como um mentor de carreira. O segundo prefere soltar as rédeas, incentivando a autonomia e a autogestão.
Em seguida, aparece o líder empático (12%), aquele que compreende as necessidades da equipe e prioriza o bem-estar. O estratégico (11%) é o que mais conecta as entregas do dia a dia à visão de longo prazo do negócio.
Três estilos aparecem empatados, com 10% cada: o democrático, que valoriza a escuta e a participação; o cobrador, focado em metas e performance; e o autoritário, que centraliza decisões e reforça o comando e controle.
Menos frequentes, mas ainda presentes, estão o exigente (5%), que combina alto padrão com acompanhamento próximo; e o burocrático (4%), que se apoia em regras, rotinas e processos bem definidos.
Quando o estilo vira cultura ou problema
Nenhum líder segue um comportamento fixo. Os estilos são fluídos e se adaptam conforme o contexto e as demandas da equipe. Mesmo assim, é possível analisar o impacto dos diferentes estilos na cultura organizacional, no engajamento dos funcionários, na intenção de ficarem e até mesmo na sua saúde mental.
O líder empático é o que melhor traduz a cultura organizacional em atitudes concretas, fortalecendo o jeito de ser da empresa entre seus trabalhadores. Para 100% dos profissionais, ele é o executivo mais eficaz na comunicação dos valores corporativos. Na outra ponta, o cobrador é visto como o mais distante desse papel. Apenas 27% dos liderados por esse perfil acreditam que ele consiga transmitir os valores da organização.
Essa conexão (ou a falta dela) impacta diretamente a autoridade percebida pelos times. Chefes que alinham discurso e prática e transmitem os princípios da empresa são vistos como uma referência genuína. Líderes empáticos, democráticos, liberais e desenvolvedores são os que ganham o respeito da equipe.
Por outro lado, 75% dos profissionais que trabalham sob gestores cobradores acabam nomeando um líder informal na área.
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