Starbem Summit 2026: quando o bem-estar deixa de ser benefício e se torna estratégia de negócio

Veja estratégias simples e eficazes para preservar o foco, reduzir o estresse e manter o equilíbrio mental ao longo do dia e no pós-expedien...
10 de Abril de 2026
Leitura de 7 min
O cansaço mental tem se tornado cada vez mais comum em uma rotina marcada por excesso de estímulos, longas horas de concentração e conexão constante com tarefas e tecnologias. Durante o trabalho, a pressão por produtividade e a necessidade de lidar com múltiplas demandas podem sobrecarregar a mente. Já após o expediente, a dificuldade em se desconectar prolonga esse desgaste, impedindo um descanso real.
Por isso, aprender a evitar o cansaço mental não é apenas uma questão de conforto, mas de saúde e qualidade de vida. Pequenas mudanças na forma como organizamos o dia, gerenciamos pausas e lidamos com o tempo fora do trabalho podem fazer uma grande diferença. Ao adotar hábitos mais equilibrados, é possível manter o foco, preservar a energia mental e garantir momentos de recuperação mais eficazes. Leia mais sobre o assunto neste artigo!
Índice:
A psicologia classifica a atenção em três tipos principais. A primeira é a atenção seletiva, também conhecida como concentrada, que está relacionada à capacidade de manter o foco em uma única atividade, evitando distrações. A segunda é a atenção dividida, que permite lidar com mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Já a terceira é a atenção alternada, caracterizada pela habilidade de mudar rapidamente o foco entre diferentes atividades, mesmo sem concluí-las.
A fragmentação da atenção pode gerar diversos impactos negativos, como aumento do estresse, falhas de memória, ansiedade, dificuldade na tomada de decisões e prejuízos nas relações interpessoais. Além disso, a dificuldade em manter o foco por períodos mais longos compromete a qualidade do trabalho e a capacidade de concluir tarefas de forma satisfatória.
Esse cenário também contribui para a sobrecarga de informações no cérebro, especialmente em profissionais que lidam com múltiplas tarefas. A fadiga mental interfere na liberação de dopamina e eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, resultando em cansaço, esgotamento e sensação de insatisfação.
Apesar disso, é possível reduzir os efeitos da atenção fragmentada com algumas estratégias simples. Estabelecer metas claras para as atividades diárias, organizar um ambiente de trabalho com menos distrações, limitar o uso de dispositivos eletrônicos quando não forem necessários e adotar técnicas de gestão do tempo, como o método Pomodoro, são práticas que ajudam a melhorar a concentração e aumentar a produtividade.
Quando permanecemos muito tempo focados em uma única tarefa, é comum que o rendimento caia. Isso acontece porque o cérebro entra em um estado de fadiga, dificultando a concentração. Nesse contexto, as pausas ativas se tornam essenciais, pois ajudam a recuperar o foco e a retomar as atividades com mais clareza e eficiência. Confira algumas técnicas:
Reservar alguns minutos para alongar o corpo contribui para aliviar tensões musculares e melhorar a postura. Movimentos simples, como esticar os braços, girar o pescoço e alongar as pernas, já fazem diferença. Dar atenção especial a regiões como ombros e lombar é importante, pois são áreas bastante afetadas pelo tempo prolongado em frente ao computador.
Levantar-se e caminhar por alguns minutos, seja dentro de casa, no escritório ou ao ar livre, ajuda a estimular a circulação sanguínea e reduzir o cansaço visual. Além disso, esse hábito contribui para “arejar” a mente e diminuir a sensação de sobrecarga.
Exercícios de respiração são uma forma simples e eficaz de reduzir o estresse. Práticas como inspirar profundamente pelo nariz, segurar o ar por alguns segundos e expirar lentamente ajudam a acalmar o corpo e melhorar o foco. Técnicas de meditação ou atenção plena também podem ser incorporadas, promovendo equilíbrio emocional e maior clareza mental.
Uma forma eficiente de equilibrar foco e descanso é utilizar métodos de gestão do tempo. O Método Pomodoro, criado por Francesco Cirillo, propõe dividir o trabalho em períodos curtos de concentração seguidos por pausas.
A dinâmica consiste em trabalhar por cerca de 25 minutos sem interrupções e, em seguida, fazer uma pausa de 5 minutos. Após alguns ciclos, recomenda-se um intervalo maior, entre 15 e 30 minutos. Essa abordagem respeita os limites naturais da atenção, tornando mais fácil manter o foco e reduzir a procrastinação.
Ao alternar momentos de esforço com pausas planejadas, é possível preservar a energia mental e melhorar significativamente a produtividade ao longo do dia.
Os processos cognitivos desempenham um papel fundamental na realização de tarefas, já que envolvem habilidades como tomada de decisão, foco e raciocínio. No entanto, nem sempre o ambiente ou as condições de trabalho favorecem o bom funcionamento dessas capacidades.
Nesse contexto, a ergonomia cognitiva surge como uma área voltada para compreender e melhorar fatores como memória, atenção, concentração e processamento mental. Além disso, ela também considera o aspecto emocional do colaborador, incluindo a forma como ele reage ao ambiente e às demandas do trabalho.
As estratégias relacionadas à ergonomia cognitiva têm como objetivo promover o bem-estar psicológico, tornando o ambiente mais saudável e favorecendo um melhor desempenho nas atividades. Quando bem aplicada, ela contribui para que as tarefas sejam realizadas com mais eficiência e menos desgaste.
Para que isso aconteça, é necessário um conjunto de ações que envolvam tanto a saúde física quanto a mental dos profissionais, já que ambas influenciam diretamente a capacidade cognitiva. A atenção, por exemplo, depende de condições adequadas, como ferramentas apropriadas, segurança e um ambiente organizado.
Além disso, um ambiente de trabalho confortável e bem estruturado ajuda a reduzir tensões e a sensação de pressão, fatores que prejudicam o desempenho mental. O clima organizacional também exerce grande influência: ambientes marcados por conflitos, cobranças excessivas e competitividade elevada tendem a impactar negativamente o estado psicológico dos colaboradores.
Desligar-se do trabalho e das telas no fim do dia é essencial para reduzir o estresse, melhorar o sono e recuperar a energia mental. Criar pequenos hábitos de transição ajuda seu cérebro a entender que o expediente terminou. Veja a seguir:
Nesse cenário, iniciativas corporativas, como iFood Benefícios, podem contribuir diretamente para o bem-estar no trabalho. Ao disponibilizar vantagens como vale-alimentação e acesso facilitado a benefícios corporativos, a empresa ajuda a reduzir preocupações do dia a dia e a sobrecarga mental relacionada à rotina fora do trabalho.
Com isso, os colaboradores conseguem direcionar melhor sua atenção, manter níveis mais equilibrados de energia e desempenhar suas funções com mais foco e qualidade, reforçando a importância de integrar cuidados práticos e emocionais no ambiente profissional.





