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Programa Grand Masters, que busca atrair e desenvolver profissionais acima de 50 anos, capacitou mais de 1700 pessoas em pouco mais de um an...
4 de Dezembro de 2025
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*Conteúdo publicado originalmente na Think Work Lab em 28 de outubro de 2022 com o título “Accenture mira atração e desenvolvimento dos 50+”. Atualizado em 9 de outubro de 2025 para o Acrescenta, do iFood Benefícios.
A atenção da consultoria Accenture ao recrutamento, à retenção e ao desenvolvimento de profissionais acima de 50 anos tem origem nos índices oficiais sobre o aumento da expectativa de vida dos brasileiros.
O retrato atual do país, segundo dados do IBGE, mostra que quase um quarto da população tem mais de meio século de vida. “Grande parte dos brasileiros está envelhecendo, e as pessoas 50+ têm desafios que são específicos a esse grupo”, diz Gabriel Crepaldi, analista de diversidade e inclusão da Accenture.
Com os números oficiais em mãos, a empresa – a maior consultoria de gestão, tecnologia e outsourcing do mundo – mapeou seu quadro e verificou que 5% da força de trabalho era formada por funcionários acima de 50 anos.
A companhia tinha, então, um desafio: aumentar a presença e valorizar a bagagem desses profissionais, além de aplicar a experiência deles à forma de trabalho da organização. Para isso, foi criado o programa Grand Masters: experiência de vida aplicada à mudança, em julho de 2021.
Índice:
Para abrir, de fato, oportunidades de transição e desenvolvimento de carreira para esse público, o projeto se divide em quatro pilares: atração, desenvolvimento e retenção, cultura e influência e posicionamento externo.
Cada pilar do programa conta com sua própria agenda de atividades e um trabalhador que foi eleito embaixador daquela área. Um dos diferenciais é justamente o seu modelo de gestão que, desde a criação, é autogerido por um comitê multifuncional e mediado pelo sponsor do Grand Masters, o diretor executivo Alexandre Grizagoridis.
No pilar de recrutamento, em parceria com a Labora, uma startup focada na inclusão geracional nas empresas, a primeira ação da Accenture foi organizar um processo seletivo voltado para essa faixa etária.
As ações voltadas ao recrutamento também envolveram planejamento de comunicação com a publicação de depoimentos de funcionários em redes internas e externas e de estímulo a indicações de candidatos 50+ em processos seletivos.
Na área de desenvolvimento e retenção, são oferecidos treinamentos e acompanhamento especial para auxiliar na adaptação à função. Ao ser contratada, a pessoa é imediatamente conectada a um colega também 50+, que vai acompanhá-la durante os primeiros três meses. “Esse outro profissional Grand Master será ‘o anjo’, cuja função é auxiliar e tirar dúvidas”, diz Gabriel.
Já no pilar da cultura, a empresa promove reuniões com foco na cultura da Accenture. Segundo Gabriel, foram realizadas diversas reuniões com o time de diversidade para entender as demandas específicas desse grupo. Também são organizados encontros com influenciadores 50+ e discussões sobre etarismo e gerações para líderes, equipes e funcionários em geral.
Até 2022, o comitê do programa contava com 50 trabalhadores. Segundo o consultor Eduardo Gomes Moreira, então embaixador de desenvolvimento e retenção do projeto, um dos desafios da implementação da comissão foi não somente atrair os membros, mas também mantê-los ativos. “Por se tratar de um trabalho voluntário e de algo novo, foi feito um esforço de convencimento para trazer essas pessoas para o comitê”, conta.
Para Eduardo, a autogestão e o protagonismo foram importantes fatores para o sucesso do projeto e das ações propostas para a população de Grand Masters. “O Alexandre Grizagoridis nos explicou que precisávamos nos autodemandar. Assim, começamos a criar as tarefas para o grupo”, diz.
De acordo com ele, a estratégia trouxe mais autonomia e empoderamento: “não dependemos da diretoria para dizer o que temos que fazer”.
A oportunidade de conexão e entendimento de questões peculiares aos 50+ foi um fator importante para atrair os funcionários para a comunidade do projeto, segundo Eduardo. Ele destaca também o desenvolvimento propiciado pela experiência. “As pessoas aprendem muito com isso”.
O programa recebeu 7 mil currículos em seu processo seletivo. Durante a seleção, a empresa capacitou 1.700 candidatos com treinamentos profissionalizantes e contratou 137 trabalhadores em quatro meses. Em 2022, uma turma de 46 participantes iniciou sua jornada na Accenture.
Depois de pouco mais de um ano, as vitórias do Grand Masters já eram muitas. O público total do projeto era formado por mais de 1.100 profissionais, sendo 6% da companhia, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Uma das vantagens da diversidade etária na empresa está na troca de experiências em prol do desenvolvimento. “Quando a gente coloca várias pessoas que são 50+ e que têm outras experiências de outros projetos em contato com funcionários mais novos, eles conseguem aprender muita coisa uns com os outros”, explica Eduardo.
“Os Grand Masters têm muito a falar, gostam de falar e gostam de multiplicar conhecimento”, resume ele, citando ainda a mudança de mindset.
Os planos para o futuro incluem trazer palestrantes para contar histórias inspiradoras aos funcionários. “Também queremos manter conexões com empresas do setor, promover eventos nesse sentido. Planejamos ações de mobilização a todo momento. Vamos seguir com treinamentos sobre etarismo e ações internas de cultura”, garante Gabriel.





