Quando uma empresa diz “somos uma família”, vale tomar cuidado

Acompanhe os insights do RH Leadership 2026 e descubra como IA, liderança e habilidades estão transformando o futuro do trabalho
26 de Março de 2026
Leitura de 22 min
O futuro do trabalho deixou de ser uma projeção, ele está sendo construído em tempo real.
É nesse contexto que acontece o RH Leadership Festival 2026, um dos principais encontros de liderança, inovação e inteligência artificial aplicada ao RH da América Latina. Realizado nos dias 26 e 27 de março, no Distrito Anhembi, o evento reúne milhares de líderes, executivos e especialistas para discutir os caminhos que estão redefinindo a forma como as empresas operam, lideram e desenvolvem pessoas.
Ao longo de dois dias, o festival concentra uma agenda intensa de conteúdos, trazendo referências globais, experiências práticas e debates sobre temas que já impactam o dia a dia das organizações, como inteligência artificial, novas dinâmicas de trabalho, saúde emocional e liderança adaptativa.
O iFood Benefícios está acompanhando de perto essa jornada, reunindo os principais insights e provocando reflexões sobre o que, de fato, muda para o RH e para as empresas a partir dessas transformações.
Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é traduzir o que está sendo discutido nos principais palcos em direcionamentos práticos, conectando inovação, estratégia e gestão de pessoas.

Índice:
Durante sua participação, Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn na América Latina, trouxe uma leitura clara sobre as transformações que já estão em curso no mercado de trabalho e que devem se intensificar nos próximos anos.
O ponto de partida é direto, o trabalho está sendo redesenhado a partir de três forças principais : inteligência artificial, centralidade em habilidades e a necessidade de aprendizado contínuo.
E os dados reforçam a dimensão dessa mudança. Até 2030, cerca de 70% das habilidades exigidas no mercado terão mudado. Desde 2015, aproximadamente 25% já foram transformadas.
Milton iniciou sua fala relembrando sua própria trajetória no LinkedIn. Sem formação inicial em Recursos Humanos, assumiu a área a partir de seu conjunto de habilidades, o que já antecipava uma lógica que hoje se consolida no mercado: menos foco em cargos e mais em habilidades.
Na época, ainda havia resistência sobre a relevância da presença digital profissional. Hoje, o cenário é outro.
O LinkedIn reúne atualmente:
No Brasil, são mais de 94 milhões de usuários, posicionando o país como um dos principais mercados em potencial de crescimento.
Mais do que uma rede, a plataforma se consolidou como um sistema que conecta talentos, empresas e dados, gerando inteligência sobre o comportamento do mercado de trabalho em tempo real.
Se antes as carreiras eram estruturadas com base em estabilidade e previsibilidade, hoje são moldadas por adaptação.
A velocidade da transformação cria um cenário paradoxal: ao mesmo tempo em que há alta movimentação de profissionais em busca de novas oportunidades, cresce também a percepção de dificuldade na recolocação.
No Brasil, esse movimento vem acompanhado de uma mudança relevante nos modelos de trabalho. Cerca de 49% dos profissionais já atuam fora do regime tradicional CLT, recorrendo a formatos como PJ, consultorias e contratos temporários.
Esse cenário indica que o trabalho não está diminuindo , mas sendo reorganizado.
A partir dos dados analisados, três pilares se destacam como estruturantes dessa nova economia:
Fluência em inteligência artificial
A IA passa a ser uma competência transversal, impactando diferentes funções e níveis hierárquicos.
Centralidade em habilidades
O foco deixa de estar nos cargos e passa a estar nas capacidades. Empresas começam a estruturar suas decisões de contratação, desenvolvimento e mobilidade interna com base em habilidades.
Cultura de aprendizado contínuo
Diante da rápida obsolescência de competências, aprender deixa de ser uma etapa e passa a ser um processo permanente.
Esse contexto reposiciona o papel das lideranças de Recursos Humanos, que passam a atuar de forma mais estratégica.
Entre as principais prioridades destacadas estão:
O RH passa, assim, a assumir um papel central na construção do futuro do trabalho dentro das organizações.
As empresas também estão revisando como estruturam suas equipes, combinando diferentes estratégias:
Build — desenvolvimento interno de capacidades estratégicas
Buy — contratação externa, incluindo freelancers e temporários
Bot — automação de tarefas repetitivas por meio de tecnologia
Esse modelo evidencia uma transição importante: o trabalho passa a ser distribuído de forma mais dinâmica, combinando pessoas e tecnologia.
O uso de IA no RH tende a crescer de forma significativa nos próximos anos.
Mais do que automatizar processos, a tecnologia passa a apoiar decisões mais complexas, como:
O RH orientado por dados deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito.
Diante desse cenário, algumas competências se tornam centrais para profissionais e organizações:
A principal mudança não está apenas no que se aprende, mas na capacidade de aprender continuamente.
As transformações no mercado de trabalho já estão em curso e devem se intensificar nos próximos anos.
O avanço da inteligência artificial, a centralidade em habilidades e a necessidade de aprendizado contínuo apontam para um cenário em que adaptação deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica.
Para as organizações, o desafio está em estruturar ambientes que acompanhem essa evolução. Para os profissionais, em assumir um papel ativo no próprio desenvolvimento.
O futuro do trabalho não é mais uma projeção, é uma construção em andamento.

Durante sua participação, Edu Lyra, CEO e Fundador da Gerando Falcões, trouxe mais do que uma história de superação. Sua fala apresentou uma visão estruturada sobre como enfrentar um dos maiores desafios sociais do país: a pobreza e, principalmente, qual o papel das empresas e do RH nesse processo.
Fundador da Gerando Falcões, Edu parte de um ponto central: a pobreza é uma função humana, uma construção social, portanto, pode ser transformada.
Edu nasceu e cresceu em uma favela em Barueri, em um contexto de extrema vulnerabilidade. Sem acesso a condições básicas, sua trajetória poderia seguir um caminho previsível, mas foi redirecionada por uma figura essencial: sua mãe.
Ao longo da fala, ele destaca o papel dela como sua primeira referência de liderança. Mais do que prover, ela construiu uma narrativa de possibilidade.
Mesmo diante da escassez, criou um ambiente onde o futuro não era limitado pela origem. Ao incentivar sonhos maiores e preservar referências positivas, ela atuou, nas palavras de Edu, como uma “gigante de RH”.
Essa leitura desloca a discussão sobre liderança para além do ambiente corporativo. Mostra que o desenvolvimento de talentos começa muito antes e, muitas vezes, em contextos onde a estrutura não existe.
A atuação da Gerando Falcões nasce de um propósito claro e ambicioso: transformar a pobreza da favela em uma peça de museu.
Mais do que uma frase de impacto, esse direcionamento orienta decisões, priorizações e a construção de soluções.
Um dos pontos mais relevantes da fala é a redefinição do próprio conceito de pobreza. Para Edu, o oposto de pobreza não é riqueza, é dignidade.
Essa mudança de perspectiva é fundamental. Ela desloca o foco de renda isolada para um conjunto de condições que permitem autonomia, estabilidade e desenvolvimento.
A palestra também trouxe um olhar prático sobre como transformar propósito em ação estruturada.
Entre as iniciativas apresentadas, duas se destacam:
Conecta Trampo - Plataforma que conecta profissionais formados pela Gerando Falcões ao mercado de trabalho.
A iniciativa já viabilizou a inserção de milhares de pessoas em empresas e cria um ciclo sustentável: a cada contratação, o valor investido é reintegrado na formação de novos talentos.
Além do impacto social, o programa responde a uma dor recorrente das empresas: a dificuldade de encontrar profissionais preparados e engajados.
Decolagem - Programa focado em retirar famílias da pobreza em até dois anos, com acompanhamento estruturado.
A metodologia combina:
Um dos instrumentos centrais é o “Dignômetro”, que avalia diferentes dimensões da vida da família, como moradia, alimentação e renda. A partir disso, são construídas trilhas personalizadas de desenvolvimento.
A tecnologia também tem papel relevante. O uso de inteligência artificial permite identificar famílias em situação mais crítica e direcionar intervenções de forma mais precisa.
Ao contrário de uma visão superficial sobre inovação, a abordagem apresentada integra tecnologia com impacto social.
A inteligência artificial é utilizada não apenas para escala, mas para aumentar a eficiência das intervenções, direcionando esforços, personalizando jornadas e acelerando resultados.
Esse ponto reforça uma mudança importante: tecnologia, quando bem aplicada, não substitui o fator humano, potencializa.
Um dos momentos mais relevantes da fala está na conexão direta com a área de Recursos Humanos.
Edu provoca uma reflexão clara: o RH ocupa uma posição central na transformação social.
Isso porque a geração de renda, um dos principais vetores de saída da pobreza, passa necessariamente pelo acesso ao trabalho.
Nesse contexto, o RH deixa de ser apenas responsável por processos internos e passa a atuar como agente de impacto.
Entre as possibilidades destacadas:
A mensagem é direta: incluir não é apenas uma pauta social, é uma decisão estratégica com impacto real.

Durante sua participação, Jaime Nigri, cofundador da Reserva trouxe uma reflexão direta sobre o que sustenta uma empresa ao longo do tempo: cultura, liderança e a capacidade contínua de aprender.
A partir da trajetória da Reserva, ele apresentou uma visão que vai além do crescimento do negócio e entra no que, de fato, mantém uma organização relevante, mesmo em cenários de mudança.
O ponto de partida é simples, mas pouco praticado: o medo constante de se tornar uma empresa arrogante.
Desde o início, a Reserva construiu sua cultura com base em um princípio claro: manter uma mentalidade de aprendiz.
Para Jaime, esse não é um discurso aspiracional, mas uma decisão prática.
Empresas que acreditam que já sabem tudo param de evoluir.
Nesse contexto, o empreendedor precisa assumir uma postura específica:
Mais do que isso, aprender não deve ser um pré-requisito para começar, mas parte do processo.
A construção de negócios passa, necessariamente, pela disposição de testar, errar, ajustar e seguir.
Um dos pontos centrais da fala é a relação entre cultura e performance.
Para Jaime, não existe separação entre esses dois elementos. Cultura e performance caminham juntas e se influenciam diretamente.
Ele define cultura de forma objetiva: valores + comportamento + consistência
Ou seja, não é o que está escrito, é o que se pratica, de forma recorrente.
Essa visão traz um ponto crítico:tudo o que é tolerado dentro da empresa passa a fazer parte da cultura.
Isso significa que a cultura não é construída apenas por intenção, mas por decisão diária , especialmente nas situações difíceis.
É nas bifurcações, quando há pressão ou conflito, que a cultura se revela de verdade.
Outro aspecto relevante é o equilíbrio entre direção e adaptação.
Jaime defende que empresas precisam ser:
Essa combinação permite consistência sem rigidez excessiva, um ponto essencial em ambientes de constante transformação.
Ao longo da trajetória, uma mudança de percepção foi determinante: a cultura não pertence à empresa, pertence à liderança.
São os líderes que definem, reforçam e sustentam a cultura no dia a dia. E isso acontece menos pelo discurso e mais pelo comportamento.
Nesse contexto, o papel da liderança se amplia.
Um líder, segundo Jaime, precisa:
Mas também precisa assumir vulnerabilidade, manter curiosidade e estar disposto a aprender continuamente.
Outro ponto forte da fala está na forma como ele define liderança.
Para além da gestão, liderar é mobilizar pessoas.
Isso exige energia, clareza de propósito e capacidade de gerar engajamento.
Na prática, isso significa:
O líder deixa de ser apenas gestor de tarefas e passa a ser construtor de contexto.
A reflexão final conecta diretamente com a área de Recursos Humanos.
A partir dessa visão, o RH não pode se limitar a processos ou atuação reativa.
Quando a cultura e a liderança são centrais para o negócio, o RH precisa assumir uma posição mais estratégica.
Isso implica:
A provocação final sintetiza essa ideia: quem não entende de gente, não entende de negócios.

Durante sua participação, Junior Borneli, CEO e Fundador da StarSe, trouxe uma das provocações mais diretas do evento: estamos vivendo a maior transição da história do trabalho.
E, diferente de outras transformações, essa não é gradual.
Os dados apresentados mostram a dimensão da mudança:
O ponto central não está apenas na tecnologia, mas na velocidade com que ela está redesenhando o trabalho.
Diante desse cenário, Junior propõe uma mudança simples. A principal pergunta do RH deixa de ser sobre perfil, experiência ou fit cultural.
Passa a ser:
“Essa vaga é para um algoritmo ou para um ser humano?”
Essa mudança altera completamente a lógica de como as organizações estruturam seus times.
Antes de contratar, é preciso entender:
Essa transição exige um reposicionamento claro do RH.
Segundo Junior, a área precisa deixar de operar com base em cargos estáticos e passar a atuar como designer do trabalho.
Isso significa:
O foco deixa de ser “quem ocupa a função” e passa a ser “como o trabalho acontece”.
Nesse contexto, o RH assume uma função mais estratégica e sistêmica.
De executor de processos, passa a ser orquestrador de um ecossistema que combina pessoas, tecnologia e negócios.
Esse movimento exige novas competências da própria área:
Mas, principalmente, exige visão de futuro.
Um dos pontos mais relevantes da fala está na definição do novo papel do RH dentro das organizações.
Junior sintetiza esse reposicionamento em três frentes:
Guardião do que não pode ser automatizado
Cabe ao RH preservar e desenvolver aquilo que é essencialmente humano, como criatividade, empatia, julgamento e tomada de decisão complexa.
Mediador da transição humano-algoritmo
A integração entre pessoas e tecnologia não acontece de forma automática.
Ela precisa ser desenhada, acompanhada e ajustada.
Liderança ética, simbólica e estratégica
Com o avanço da IA, decisões passam a ter impactos mais amplos e o RH assume o papel de garantir que essa evolução aconteça de forma responsável.
A transformação impulsionada pela inteligência artificial não é apenas tecnológica, é estrutural.
Ela redefine funções, altera dinâmicas de trabalho e exige novas formas de organização.
Nesse cenário, o RH deixa de ser uma área de suporte para assumir uma posição central na construção do futuro do trabalho.
Mais do que acompanhar mudanças, passa a ser responsável por desenhá-las.
E, talvez, o maior desafio não seja responder às novas perguntas , mas aprender a fazer as perguntas certas.
Durante sua participação, Luciano Santos, palestrante, autor e escritor abriu sua fala com uma provocação direta: todo líder precisa ser um bom mentor?
A resposta, segundo ele, é objetiva: sim.
Em um cenário de alta competitividade por talentos e necessidade constante de adaptação, a liderança que apenas gerencia já não é suficiente. É preciso desenvolver pessoas de forma ativa e a mentoria passa a ser um dos principais caminhos para isso.
A mentoria, muitas vezes associada a desenvolvimento individual, ganha uma nova leitura quando analisada sob a ótica organizacional.
Segundo dados apresentados, empresas que estruturam programas de mentoria:
Esses números indicam que mentoria não é apenas uma prática de desenvolvimento, é uma alavanca de performance.
Ao atuar como mentor, o líder contribui para:
Ou seja, impacta diretamente indicadores críticos do negócio.
Para aprofundar essa discussão, Luciano trouxe aprendizados do Projeto Aristóteles, conduzido no Google, que buscou identificar os fatores que tornam equipes mais eficazes.
O estudo identificou cinco elementos essenciais:
Entre esses fatores, a segurança psicológica se destaca como base para os demais. Sem um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para se expressar, errar e contribuir, o desempenho coletivo é comprometido.
E, em todos esses pontos, a atuação da liderança é determinante.
Apesar da relevância do tema, ainda existe uma distância significativa entre a importância da liderança e a preparação efetiva para exercê-la.
Apenas 43% dos líderes recebem algum tipo de treinamento para gestão de pessoas.
Ao mesmo tempo, a maioria se percebe como altamente eficaz , frequentemente se posicionando entre os melhores.
Esse desalinhamento revela um risco: líderes que operam com alta responsabilidade, mas sem desenvolvimento proporcional.
Um dos pontos centrais da fala está na mudança de perspectiva sobre o que significa liderar.
Para Luciano, liderança não é um status, é uma jornada contínua de aprendizado.
Isso exige:
Os líderes mais eficazes não se prendem a um único estilo.
Eles ajustam sua abordagem de acordo com o contexto, o time e o momento.
Essa flexibilidade se torna essencial em um ambiente cada vez mais dinâmico.
A atuação do líder influencia diretamente dois fatores críticos: engajamento e bem-estar.
Mais do que direcionar tarefas, o líder molda o ambiente em que o trabalho acontece.
Isso significa que:
Nesse cenário, a mentoria deixa de ser um complemento e passa a ser parte da responsabilidade da liderança.
Durante sua participação, Tavane Gurdos, Managing Director B2B na Alura trouxe uma leitura direta sobre o momento atual: a velocidade da evolução tecnológica já ultrapassou a capacidade de adaptação das empresas.
E esse descompasso cria um novo tipo de risco, não apenas o de ficar para trás, mas o de se tornar irrelevante.
A provocação central é clara: adaptar-se já não é suficiente. É preciso inovar a partir da tecnologia.
A fala parte de um cenário concreto: o avanço tecnológico deixou de ser progressivo e passou a ser exponencial.
Segundo Tavane, em um curto intervalo de tempo, o uso de novas tecnologias dentro das empresas pode se multiplicar rapidamente, impulsionado principalmente por ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Esse movimento altera não apenas áreas técnicas, mas toda a estrutura organizacional.
A tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser pilar central do negócio.
Um dos primeiros impactos dessa aceleração está na otimização de funções e processos.
Ferramentas como low-code e assistentes de desenvolvimento estão redefinindo o trabalho, reduzindo barreiras técnicas e deslocando o foco.
Se antes o gargalo estava na execução, agora passa a estar na qualidade do pensamento:
A tecnologia automatiza partes do processo, mas exige mais sofisticação na definição do que precisa ser feito.
Nesse contexto, surge a necessidade de um novo tipo de profissional.
O conceito de “profissional em T” ganha força, combinando:
Essa combinação permite maior colaboração, visão sistêmica e adaptação em ambientes complexos.
O conhecimento isolado perde espaço para a capacidade de conectar áreas e resolver problemas de forma integrada.
Outro ponto relevante da fala está na ideia de “salto estratégico”.
Não se trata apenas de evoluir processos existentes, mas de repensar modelos de negócio a partir das novas possibilidades tecnológicas.
Esses movimentos permitem criar distanciamento competitivo, abrindo espaço para inovação real.
Exemplos como o da Uber, que expandiu seu modelo para novos serviços, mostram que as maiores oportunidades surgem justamente em momentos de transformação.
A tecnologia também amplia o olhar das organizações para além de suas próprias operações.
Empresas passam a atuar como plataformas, influenciando e integrando ecossistemas.
O caso do Magazine Luiza ilustra esse movimento.
Ao evoluir de varejista para ecossistema digital, a empresa passou a incorporar parceiros e vendedores em sua estrutura, ampliando geração de valor.
Essa mudança exige uma nova lógica: não se trata apenas de competir, mas de orquestrar redes.
Diante desse cenário, a liderança também precisa se transformar.
A adaptação deixa de ser pontual e passa a ser contínua.
Mas o principal ponto está na integração.
Segundo Tavane, aprender sobre tecnologia não é suficiente.
É preciso incorporá-la em todas as camadas do negócio.
Isso envolve:
A tecnologia deixa de ser uma competência isolada e passa a ser parte da forma como a empresa funciona.
O primeiro dia do RH Leadership Festival 2026 deixou um ponto claro: as transformações no trabalho não são mais tendência, são realidade.
Tecnologia, liderança, cultura e habilidades estão sendo redefinidas ao mesmo tempo, exigindo das empresas e do RH uma atuação mais estratégica, integrada e orientada ao futuro.
Mais do que acompanhar mudanças, o desafio agora é entender como aplicá-las no dia a dia das organizações.
Continue acompanhando o Acrescenta para ver a cobertura do segundo dia de evento, com novos insights, discussões e provocações que seguem moldando o futuro do trabalho.





