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De área operacional a protagonista estratégico, o RH evolui para liderar cultura, inovação, tecnologia e o futuro do trabalho.
23 de Janeiro de 2026
Leitura de 5 min
Durante muito tempo, o setor de Recursos Humanos foi visto como uma área de suporte. Responsável por folha de pagamento, admissões, desligamentos e cumprimento de normas, seu papel parecia restrito à operação. Esse cenário mudou. E mudou rápido. Hoje, o RH ocupa uma posição central na estratégia das empresas, sendo um dos principais agentes de transformação organizacional.
Essa mudança não aconteceu por acaso. Ela é resultado de novas dinâmicas de trabalho, avanços tecnológicos, mudanças culturais profundas e crescente compreensão de que pessoas não são apenas recursos, mas ativos estratégicos. Em um mercado cada vez mais competitivo, são as empresas que sabem atrair, desenvolver e engajar talentos que conseguem se diferenciar de forma sustentável.
Índice:
O RH deixou de ser apenas um setor administrativo para se tornar um parceiro do negócio. Essa evolução pode ser percebida em três grandes movimentos.
No primeiro momento, o foco estava na conformidade legal e nos processos básicos. Em seguida, o RH passou a atuar de forma mais tática, apoiando lideranças, estruturando políticas e cuidando do clima organizacional. Hoje, o RH moderno atua de forma estratégica, conectando pessoas, cultura, dados e tecnologia aos objetivos da empresa.
Esse novo RH participa de decisões importantes, influencia a estratégia corporativa e ajuda a preparar a organização para o futuro.
A tecnologia é um dos principais vetores dessa transformação. Ferramentas digitais automatizaram tarefas operacionais, liberando tempo e energia para que o RH se concentre em temas mais estratégicos.
A integração de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, vem redesenhando áreas cruciais da gestão de pessoas. Processos de recrutamento, por exemplo, tornaram-se mais ágeis e analíticos,com uso de algoritmos e Inteligência Artificial para triagem de currículos, análise de perfis e apoio à tomada de decisão. Plataformas de engajamento, people analytics e gestão de desempenho também passaram a oferecer dados mais precisos para orientar ações do RH.
Ao mesmo tempo, essa evolução traz novos desafios. O uso de IA no RH exige atenção a questões éticas, como vieses algorítmicos, transparência nos critérios de decisão e proteção de dados pessoais. A tecnologia amplia o poder do RH, mas também aumenta sua responsabilidade.
Novas áreas de atuação do RH
Com essa evolução, o escopo do RH se expandiu significativamente. Hoje, a área atua em frentes que vão muito além da gestão tradicional de pessoas.
Entre as principais áreas de atuação estão:
Esse conjunto de frentes posiciona o RH como um elo entre estratégia, cultura e resultados.
Uma das maiores responsabilidades do RH moderno é cuidar da cultura organizacional. Cultura não é um conjunto de frases na parede. É a forma como as pessoas se comportam, tomam decisões, se comunicam e se relacionam no dia a dia.
Empresas que possuem culturas fortes e coerentes conseguem engajar mais, inovar com mais consistência e enfrentar melhor momentos de crise. O RH tem papel central nesse processo, desde a definição dos valores até sua tradução em práticas concretas, políticas internas, rituais e comportamentos de liderança.
A cultura também está diretamente ligada à reputação da empresa como marca empregadora. E, em um cenário de disputa por talentos, isso se torna um diferencial estratégico.
Apesar de sua evolução, o RH enfrenta desafios complexos e interconectados. O avanço tecnológico é apenas um deles.
O trabalho remoto e híbrido exige novos modelos de gestão, comunicação e engajamento. A diversidade e a inclusão deixaram de ser pautas opcionais e se tornaram uma exigência ética e estratégica. O bem-estar emocional ganhou centralidade, especialmente diante do aumento de estresse, ansiedade e esgotamento profissional.
Além disso, o RH precisa lidar com a atração e retenção de talentos em um mercado mais exigente, com profissionais buscando propósito, flexibilidade, desenvolvimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Outro desafio importante está no equilíbrio entre uso de dados e sensibilidade humana. O RH precisa ser cada vez mais analítico, sem perder empatia, escuta ativa e visão humana.
Quando bem estruturado, o RH tem capacidade real de transformar empresas. Ele influencia a forma como as pessoas trabalham, se desenvolvem e se conectam com o propósito do negócio.
Ao integrar tecnologia, cultura, dados e cuidado com as pessoas, o RH cria ambientes mais saudáveis, produtivos e inovadores. Mais do que responder às mudanças, o RH passa a antecipá-las, preparando a organização para cenários futuros.
Empresas que reconhecem esse papel deixam de tratar o RH como área de suporte e passam a vê-lo como um dos principais motores de crescimento e sustentabilidade.
A área de Recursos Humanos não é mais o setor do passado. É o setor que conecta estratégia, pessoas e transformação. Em um mundo de mudanças constantes, são as organizações que colocam o RH no centro de suas decisões que conseguem evoluir com consistência.
Investir em um RH estratégico é investir no futuro da empresa.
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