Tipos de feedback: como aplicar cada um de forma estratégica

Veja como interpretar o turnover, quais índices são ideais e quando a rotatividade passa a ser um problema.
20 de Janeiro de 2026
Leitura de 5 min
A rotatividade de funcionários, conhecida como turnover, é um dos indicadores mais utilizados na gestão de pessoas, pois reflete diretamente a estabilidade das equipes, o clima organizacional e a eficiência das práticas de recursos humanos. Taxas muito elevadas podem sinalizar problemas como insatisfação, falhas na liderança ou processos seletivos inadequados, enquanto índices extremamente baixos também podem indicar estagnação e falta de renovação.
Diante disso, surge uma dúvida recorrente entre gestores e estudantes da área: afinal, existe um índice ideal de turnover? Compreender esse conceito é fundamental para avaliar a saúde organizacional e tomar decisões estratégicas mais assertivas. Confira neste artigo!
Índice:
O turnover corresponde ao indicador utilizado para acompanhar o número de admissões e desligamentos de profissionais em uma empresa ao longo de determinado período. Também conhecido como taxa de rotatividade, esse índice permite analisar a movimentação de pessoas dentro da organização e atua como um importante sinal da sua saúde interna.
Diversos elementos podem impactar esse resultado, como clima organizacional desfavorável, ausência de oportunidades de desenvolvimento e falhas nos processos de liderança e gestão.
Embora a rotatividade seja um fenômeno natural e até esperado na administração de pessoas, ela se torna preocupante quando atinge níveis elevados. Isso porque altos índices de turnover acarretam custos financeiros, perda de conhecimento e instabilidade nas equipes. Por esse motivo, monitorar esse indicador de forma contínua é fundamental para qualquer organização.
A taxa de turnover é calculada por meio de uma fórmula simples, que considera o volume de entradas e saídas de colaboradores em relação ao quadro total de funcionários:
Taxa de turnover = (número de admissões + número de desligamentos ÷ 2) ÷ número total de colaboradores × 100
Exemplo: Imagine uma empresa com 50 colaboradores que, em determinado trimestre, realizou 6 contratações e registrou 4 desligamentos.
Nesse caso, a taxa de turnover no período foi de 10%, indicando o nível de rotatividade da empresa. Mas como saber se essa é uma taxa baixa ou alta? Nós explicamos a seguir!
Uma taxa de turnover moderada faz parte de uma gestão de pessoas eficiente. Quando bem administrada, a rotatividade possibilita que as organizações se ajustem a novas demandas, incorporem olhares inovadores e realizem substituições estratégicas, trocando profissionais com baixo desempenho por outros mais alinhados aos objetivos e aos valores da empresa. Esse processo favorece a oxigenação de ideias e pode, inclusive, estimular o comprometimento dos colaboradores que permanecem.
Não há um índice único que sirva como referência para todas as organizações. No entanto, de modo geral, considera-se saudável um turnover situado entre 5% e 10% ao ano, pois esse intervalo tende a conciliar a renovação das equipes com a preservação da experiência e do conhecimento interno.
Um índice elevado de turnover costuma indicar que há algo em desequilíbrio dentro da organização. Ele pode refletir desmotivação entre os profissionais, estratégias ineficazes de retenção ou fragilidades na cultura corporativa.
Empresas que lidam com alta rotatividade geralmente enfrentam impactos financeiros relevantes. Além dos gastos diretos com desligamentos e novos processos seletivos, existem custos menos visíveis, como o tempo investido na capacitação de novos colaboradores e a perda do conhecimento e da experiência daqueles que saem. Esses fatores podem afetar a estabilidade das equipes, comprometer a continuidade dos projetos e reduzir o desempenho organizacional no curto e médio prazo.
Não há um percentual fixo que determine, de forma absoluta, o que é considerado turnover alto. Esse indicador deve ser analisado conforme características como ramo de atividade, região e tamanho da empresa.
Setores mais dinâmicos, como tecnologia e startups, costumam apresentar índices maiores do que áreas mais tradicionais, como a indústria ou o mercado financeiro. No varejo, por exemplo, taxas anuais em torno de 60% podem ser comuns, enquanto em escritórios de advocacia esse mesmo número seria extremamente preocupante. De modo geral, quando a rotatividade ultrapassa 10% ao ano em setores que não exigem grande renovação de pessoal, é recomendável investigar as causas, pois pode haver problemas na gestão ou no ambiente organizacional.
Um índice reduzido de turnover geralmente está associado a um bom nível de satisfação entre os colaboradores e a práticas eficazes de retenção. No entanto, taxas excessivamente baixas também podem indicar pontos de atenção. Em alguns contextos, a pouca rotatividade pode sinalizar estagnação profissional e ausência de renovação no quadro de funcionários, limitando a entrada de novos conhecimentos, experiências e perspectivas, elementos importantes para estimular a inovação e a melhoria contínua.
Por isso, como já trouxemos, mais importante do que observar apenas o número é interpretar o turnover à luz da realidade da organização, de seu momento estratégico e das características do setor em que atua.
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