Quiet Quitting: O fenômeno das demissões silenciosas
Quiet Quitting: entenda o fenômeno, suas causas, impactos no engajamento e o que RHs e líderes precisam fazer agora.
Quiet Quitting. O termo tomou conta da internet em meados de 2022. O incêndio começou com um vídeo de 17 segundos do engenheiro Zaid Khan, que morava em Nova York. Com mais de 3,5 milhões de visualizações até esta publicação, ele falava da desistência silenciosa, a técnica de não fazer nada além do que está na descrição da vaga de emprego, cumprindo o básico para não ser demitido. Ou seja, discretamente diminuir seu esforço no dia a dia, de modo a estabelecer limites entre a vida pessoal e profissional e não deixar que o trabalho se transforme em sua vida.
Aliado ao fenômeno “The Great Resignation”, o quiet quitting era o debate daquele momento entre RHs, gestores e demais funcionários. Para uns, era uma maneira de disfarçar o velho conhecido “corpo mole”, revelando um profissional desinteressado, preguiçoso e que tenta cavar uma demissão. Para outros, a postura era válida e só reforçava a importância de colocar limites no trabalho, de modo a evitar problemas como ansiedade, estresse e burnout.
Muita gente parecia ter acabado de descobrir a existência da “demissão silenciosa”, mas a prática estava disseminada havia tempo. Ao menos 50% dos trabalhadores nos Estados Unidos eram “quiet quitters”, segundo a Gallup.
No segundo trimestre de 2022, o engajamento dos trabalhadores caiu. A proporção de “engajados” (aqueles que dão o melhor de si) se manteve (32%), mas a proporção de “ativamente desengajados” (os que ativamente criticam o trabalho) aumentou para 18%. Essa queda na motivação começou na segunda metade de 2021, quando foi percebido o fenômeno da “grande renúncia” – a demissão voluntária e em massa dos trabalhadores. Se 50% estavam “engajados” ou “ativamente desengajados” (32% e 18%, respectivamente), a outra metade era, portanto, de “não engajados”, os “quiet quitters” – pessoas que estão psicologicamente desconectadas de seus trabalhos e não fazem nada além do que está em seus job descriptions.
A novidade era que o assunto foi parar no TikTok, com milhões de visualizações. Por um motivo ou outro, os trabalhadores estavam dispostos a publicamente assumir o mínimo esforço. “Deram um nome novo para algo que já existe faz tempo”, disse Thaís Simão, então diretora de Recursos Humanos da Unilever. Mesmo assim, o fenômeno não podia ser ignorado pelas organizações
Baixe o material completo e confira a análise aprofundada sobre o Quiet Quitting e seus desdobramentos no trabalho.