Vale-refeição: como funciona nas despesas corporativas?

Entenda como o vale-refeição impacta o orçamento da empresa, quais custos estão envolvidos e como gerir as despesas corporativas.

1 de Setembro de 2026

Leitura de 6 min

O vale-refeição é um benefício importante na rotina das empresas, mas também representa um gasto que precisa ser considerado no planejamento financeiro. Além de contribuir para a alimentação dos colaboradores, o benefício envolve questões como custos, gestão de despesas, políticas internas e tratamento contábil. 

Por isso, entender como o vale-refeição funciona dentro das despesas corporativas ajuda a empresa a organizar melhor seus recursos e tomar decisões mais eficientes na gestão de benefícios. Confira o artigo que preparamos!

Índice:

Quem decide o valor do vale-alimentação?

Como o fornecimento do benefício não é uma exigência legal geral, a empresa pode estabelecer livremente o valor do vale-alimentação. A exceção ocorre quando há uma convenção ou acordo coletivo que determine um valor mínimo para a categoria. Nessa situação, o empregador deve respeitar o montante definido nas negociações sindicais.

Além disso, o artigo 458 da Lei nº 5.452/1943 estabelece que o valor destinado ao vale-alimentação não pode exceder 20% do salário contratual de cada trabalhador.

Qual o custo do vale-refeição para a empresa?

O custo do vale-refeição (VR) para a empresa depende principalmente do valor oferecido por colaborador, da quantidade de dias trabalhados e das regras do benefício adotadas pela organização.

De forma simples, a empresa pode estimar o custo mensal assim:

Exemplo: se uma empresa oferece R$30 de VR por dia para 50 funcionários, considerando 22 dias úteis:

R$30 × 22 × 50 = R$33.000 por mês.

Além do valor creditado aos funcionários, a empresa pode ter custos administrativos ou taxas relacionadas à operação do benefício, dependendo da solução contratada.

Também é importante considerar que o custo efetivo pode ser diferente conforme a empresa esteja ou não inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e conforme o tratamento tributário aplicável. Vamos falar mais sobre o assunto adiante, continue lendo!

Como calcular o vale alimentação na folha de pagamento?

Não existe um percentual mínimo definido por lei para o desconto do vale-alimentação no salário. Porém, há um limite máximo: o desconto realizado pela empresa não pode ultrapassar 20% do valor do benefício.

Para calcular o crédito do vale, basta considerar a quantidade de dias trabalhados e multiplicá-la pelo valor diário definido pela empresa. O resultado corresponde ao valor a ser disponibilizado ao colaborador. A partir desse montante, a empresa pode realizar o desconto permitido, respeitando o limite estabelecido.

Vale lembrar que o vale-alimentação está relacionado aos dias efetivamente trabalhados e, por isso, seu pagamento pode ser ajustado em determinadas situações, como faltas.

Embora seja permitido aplicar o desconto dentro do limite previsto, oferecer um benefício mais vantajoso e reduzir a participação financeira do colaborador pode contribuir para melhorar sua satisfação e percepção sobre o pacote de benefícios da empresa.

Veja também: A empresa pode descontar vale-refeição do salário?

PAT: quais são as vantagens para as empresas?

O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma iniciativa do governo federal que oferece incentivos para empresas que disponibilizam benefícios voltados à alimentação de seus colaboradores. Para participar, a organização precisa aderir ao programa e seguir suas regras.

Entre as principais vantagens está a possibilidade de utilizar os gastos com alimentação dentro das condições previstas pelo programa para obter incentivos fiscais, além de benefícios relacionados aos encargos trabalhistas e previdenciários.

Empresas participantes do PAT podem deduzir determinados valores do Imposto de Renda, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Além disso, o benefício concedido nos termos do programa não integra a base de cálculo de FGTS e contribuição previdenciária, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos custos relacionados aos benefícios dos funcionários.

Assim, além de apoiar a alimentação dos trabalhadores, a adesão ao PAT pode representar uma alternativa estratégica para empresas que buscam oferecer benefícios e, ao mesmo tempo, administrar melhor seus custos.

O vale-alimentação precisa ser igual para todos?

Quando o benefício é concedido pela empresa por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), as regras devem ser aplicadas de forma uniforme, sem diferenciação entre os funcionários em razão do cargo ou da posição ocupada.

Já nas situações em que a empresa não participa do PAT, pode haver diferenças no valor do benefício, desde que exista uma justificativa legítima e que a distinção não tenha caráter discriminatório. Uma possível justificativa é a diferença de função ou de local de trabalho.

Mesmo entre profissionais que exercem a mesma função e cumprem a mesma jornada, os valores podem variar quando eles trabalham em unidades ou estabelecimentos diferentes e os custos das refeições também são distintos.

Além disso, quando o vale-refeição é concedido fora do PAT, o benefício pode assumir natureza salarial. Nesse contexto, diferenças de valor entre trabalhadores podem ser admitidas quando houver uma diferença de pelo menos dois anos de tempo de serviço na empresa, ainda que os profissionais tenham a mesma função e jornada.

O vale-alimentação aumenta todos os anos?

O vale-alimentação não tem um reajuste anual obrigatório previsto na legislação, diferentemente do salário, que pode ter reajuste conforme as regras aplicáveis à categoria.

O valor do VA pode aumentar quando:

  • A convenção ou o acordo coletivo determina um reajuste periódico para o benefício;
  • A empresa decide aumentar o valor por política interna ou estratégia de benefícios;
  • O valor é atualizado durante as negociações coletivas da categoria;
  • O contrato ou regulamento interno estabelece alguma regra específica de reajuste.

Por exemplo, há acordos coletivos de 2026 que determinaram reajustes do vale-alimentação com base no INPC, enquanto outros estabeleceram valores fixos para determinados períodos.

Portanto, não é correto dizer que todo trabalhador terá o VA aumentado todos os anos. É necessário verificar a convenção coletiva, o acordo coletivo, o contrato e a política de benefícios da empresa.

Nesse contexto, contar com uma solução especializada pode facilitar a gestão dos benefícios e tornar a experiência mais prática para a empresa e para os colaboradores. O iFood Benefícios, o vale-alimentação do iFood, oferece uma plataforma voltada à gestão de benefícios corporativos, ajudando o RH a centralizar processos e oferecer mais flexibilidade aos funcionários. 

Dessa forma, a empresa pode unir uma política de benefícios mais eficiente a uma experiência de uso mais simples no dia a dia. Quer saber mais? Fale com um de nossos especialistas e aproveite as vantagens de ter iFood Benefícios na sua empresa!

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