Pesquisa de engajamento: do diagnóstico ao plano de ação

Quando ocorre a quebra de contrato de trabalho, o que a CLT prevê e quais são as consequências para empresa e colaborador.
28 de Agosto de 2026
Leitura de 8 min
A relação de emprego é um contrato bilateral: empresa e colaborador assumem obrigações recíprocas desde o primeiro dia. Quando uma das partes deixa de cumprir o que foi acordado, ocorre a quebra contratual, e as consequências variam significativamente dependendo de quem descumpriu, o quê e em qual circunstância.
Entender quando isso acontece, o que a lei prevê e quais são os riscos para cada lado é essencial tanto para o RH quanto para o colaborador. Leia mais no artigo abaixo.
Índice:
A quebra de contrato de trabalho ocorre quando uma das partes, empresa ou colaborador, descumpre obrigações previstas no contrato individual, na CLT, em normas coletivas ou em políticas internas formalmente estabelecidas.
Nem todo descumprimento tem o mesmo peso jurídico. A lei diferencia faltas leves, que podem ser sanadas com advertência ou suspensão, de faltas graves, que autorizam a rescisão imediata do contrato. Essa distinção é o ponto de partida para entender quais são as consequências em cada situação.
A quebra contratual por parte da empresa pode acontecer de formas explícitas ou silenciosas. Nas formas explícitas, a empresa age de maneira que viola diretamente os direitos do colaborador. Nas silenciosas, o descumprimento acontece de forma gradual e muitas vezes sem intenção declarada.
Quando o descumprimento pelo empregador é grave e persistente, o colaborador pode requerer a rescisão indireta, que é o direito de encerrar o contrato por culpa da empresa e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
O colaborador também pode descumprir obrigações contratuais, e a lei prevê consequências proporcionais à gravidade da falta.
Atrasos frequentes, descumprimento de normas internas, rendimento abaixo do esperado sem justificativa e comportamentos que contrariam o código de conduta da empresa são exemplos de faltas que, em geral, devem ser tratadas com medidas disciplinares progressivas antes de qualquer desligamento. A advertência no trabalho é o primeiro instrumento formal nesse processo.
O artigo 482 da CLT lista as situações que configuram falta grave e autorizam a rescisão imediata por justa causa. Entre as principais
A justa causa precisa ser aplicada de forma imediata após o ato faltoso. Demora entre a falta e o desligamento pode ser interpretada pela Justiça do Trabalho como perdão tácito, convertendo a justa causa em demissão sem justa causa e gerando todo o passivo rescisório correspondente.
As consequências da quebra contratual pela empresa variam conforme a gravidade e o tipo de descumprimento.
Quando o colaborador consegue comprovar a falta grave do empregador e a Justiça reconhece a rescisão indireta, a empresa arca com todas as verbas rescisórias equivalentes a uma demissão sem justa causa: saldo de salário, férias proporcionais e vencidas com acréscimo de um terço, 13º proporcional, aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS e liberação do seguro-desemprego.
Quando a empresa encerra antes do prazo um contrato por tempo determinado sem justa causa, fica obrigada a indenizar o colaborador com metade dos salários que seriam devidos até o fim do contrato, conforme o artigo 479 da CLT.
Práticas que configuram quebra contratual, mesmo quando não resultam em rescisão imediata, podem ser questionadas judicialmente. Horas extras não pagas, benefícios suprimidos indevidamente e alterações contratuais unilaterais são as origens mais comuns de reclamações trabalhistas. O passivo acumulado ao longo do tempo pode ser significativo.
O colaborador demitido por justa causa perde os principais direitos rescisórios: não recebe aviso prévio, não tem direito à multa de 40% sobre o FGTS, não pode sacar o fundo e não tem acesso ao seguro-desemprego. Recebe apenas o saldo de salário dos dias trabalhados e as férias vencidas, se houver.
Além do impacto financeiro imediato, a demissão por justa causa pode influenciar referências profissionais e a percepção de futuros empregadores, dependendo do setor e do porte da empresa.
Quando o colaborador pede demissão antes do fim de um contrato por prazo determinado, o artigo 480 da CLT prevê que ele pode ser obrigado a indenizar a empresa pelos prejuízos causados pela ruptura antecipada. O valor da indenização não pode ultrapassar o que a empresa pagaria ao colaborador se tivesse sido ela a encerrar o contrato antes do prazo.
O aviso prévio é um dos pontos mais sensíveis na quebra de contrato. Sua obrigatoriedade, duração e consequências do não cumprimento variam conforme o tipo de rescisão.
Nos casos de justa causa, seja pela empresa ou pelo colaborador, o aviso prévio não é devido. A rescisão é imediata.
Nos demais casos, o aviso prévio segue as regras do artigo 487 da CLT: mínimo de 30 dias, acrescido de três dias por ano de serviço prestado à mesma empresa, até o limite de 60 dias adicionais, totalizando no máximo 90 dias.
A parte que não cumprir o aviso prévio deve indenizar a outra. Se a empresa dispensa o cumprimento pelo colaborador, paga o aviso de forma indenizada. Se o colaborador pede demissão e não cumpre o aviso, a empresa pode descontar o valor correspondente das verbas rescisórias.
A prevenção começa antes mesmo da assinatura do contrato. Um contrato bem redigido, com cláusulas claras sobre funções, benefícios, jornada e condições de trabalho, reduz o espaço para interpretações divergentes e para descumprimentos involuntários.
Durante a vigência do contrato, algumas práticas fazem diferença:
A relação de emprego funciona melhor quando empresa e colaborador conhecem suas obrigações e as cumprem com consistência. O RH tem papel central nessa construção: orienta, documenta, previne e atua quando o descumprimento acontece.
Conhecer os limites legais da quebra contratual não é preparar-se para o conflito. É garantir que a relação de trabalho seja conduzida com a transparência e a segurança jurídica que protegem os dois lados.
Manter os benefícios em conformidade com o contrato é parte da segurança jurídica da empresa. O iFood Benefícios oferece uma solução multibenefícios completa em conformidade com o PAT: vale-alimentação, vale-refeição, mobilidade, saúde, educação, cultura, bem-estar e home office em um único cartão, com mais de 11 milhões de estabelecimentos físicos credenciados.
Se você é gestor de RH e quer estruturar sua política de benefícios com segurança jurídica, conheça as soluções do iFood Benefícios. Se você é colaborador e acredita que essa proposta pode contribuir para sua empresa, compartilhe com o RH.
Continue acompanhando o Acrescenta para mais conteúdos sobre legislação trabalhista, gestão de pessoas e as tendências que estão redesenhando o mundo do trabalho.
Aproveite e siga o iFood Benefícios nas redes sociais:
📸 Instagram: @ifood.beneficios
🎵 TikTok: @ifoodbeneficios
💼 LinkedIn: iFood Benefícios




