Pesquisa de engajamento: do diagnóstico ao plano de ação

Como tornar admissão e demissão mais humanas, fortalecer a marca empregadora e melhorar a experiência do colaborador em toda a jornada.
1 de Setembro de 2026
Leitura de 8 min
A primeira impressão que um colaborador tem de uma empresa começa antes do primeiro dia de trabalho. A última impressão que ele leva fica muito depois do último.
Esses dois momentos, a admissão e o desligamento, são os mais críticos da jornada do colaborador. Quando conduzidos com cuidado, fortalecem a marca empregadora, criam vínculos de confiança e deixam uma memória positiva independentemente do desfecho. Quando negligenciados, geram impactos que se espalham para além da empresa, nas avaliações em plataformas de emprego, nas conversas de mercado e na percepção de quem ainda está dentro. Leia mais no artigo abaixo.
Índice:
A qualidade dos processos de admissão e demissão comunica quais são os valores reais da organização, não os que estão escritos na parede, mas os que aparecem quando as coisas ficam difíceis ou quando uma pessoa está chegando ou saindo.
Empresas que tratam esses momentos com seriedade colhem benefícios tangíveis: maior engajamento dos que ficam, melhor reputação no mercado de talentos e uma relação com ex-colaboradores que pode render indicações, recontratações e defesa espontânea da marca. O contrário também é verdadeiro.
A admissão é o momento em que o colaborador forma sua primeira impressão real da empresa. O que ele viveu no processo seletivo criou uma expectativa. O que ele encontra nos primeiros dias confirma ou destrói essa expectativa.
Um processo admissional humanizado não ignora a burocracia necessária. Ele a organiza de forma que o colaborador se sinta acolhido, não processado.
O cuidado começa antes da chegada. Enviar um e-mail de boas-vindas com informações práticas, apresentar a agenda da primeira semana, garantir que equipamentos e acessos estejam prontos e comunicar a equipe sobre a chegada do novo colega são gestos simples com grande impacto na percepção inicial.
A admissão digital facilita esse processo: o colaborador resolve a parte documental antes de entrar, sem perder o primeiro dia preenchendo formulários. Isso libera tempo para o que realmente importa: conhecer as pessoas e o ambiente.
O primeiro dia define o tom. Um colaborador que chega e não sabe para onde ir, não tem com quem sentar ou não recebe nenhuma atenção especial tende a questionar sua decisão de aceitar a proposta antes mesmo de a semana terminar.
Receber o novo colaborador com presença, apresentá-lo à equipe, reservar tempo para uma conversa sobre a cultura e as expectativas e garantir que ele tenha o que precisa para começar são práticas que custam pouco e têm retorno alto em engajamento e retenção.
O onboarding que termina no primeiro dia não cumpre seu papel. A integração real acontece ao longo das primeiras semanas e meses, quando o colaborador está aprendendo como as coisas funcionam, construindo relações e calibrando suas expectativas com a realidade.
Reuniões de acompanhamento regulares com o gestor direto, espaço para perguntas sem julgamento e feedbacks intermediários antes da avaliação formal do período de experiência são práticas que aceleram a adaptação e reduzem o risco de desligamento precoce.
Segundo o relatório Onboarding Stats da BambooHR, 89% dos profissionais que passaram por um onboarding eficaz relataram alto engajamento no trabalho. Ainda assim, apenas 12% dos colaboradores consideram o processo de integração de suas empresas adequado.
Antes de avançar para as boas práticas, vale nomear os comportamentos que comprometem a experiência de entrada:
Cada um desses pontos comunica, mesmo sem palavras, que a chegada do colaborador não era uma prioridade.
Se a admissão define o início da relação, a demissão define como ela termina. E o que termina mal tende a ser lembrado com mais intensidade do que o que foi bom ao longo de anos.
Uma demissão humanizada não significa evitar o desligamento ou suavizar a realidade a ponto de confundir. Significa conduzir o processo com clareza, respeito e cuidado genuíno com a pessoa que está saindo.
A conversa de desligamento precisa acontecer de forma direta, presencial ou por vídeo quando presencial não for possível, nunca por mensagem ou e-mail. O colaborador merece saber o motivo real da decisão, sem rodeios e sem comunicação corporativa vazia.
O gestor direto deve estar presente, junto com o RH, e a conversa deve ter tempo suficiente para que o colaborador processe a notícia e faça perguntas. Apressar esse momento para evitar desconforto é um erro que fica marcado.
Imediatamente após o comunicado, o colaborador precisa saber o que acontece a seguir: prazos, verbas rescisórias, devolução de equipamentos, cancelamento de acessos e como será o processo de entrevista de desligamento.
A incerteza amplifica o impacto emocional do desligamento. Quanto mais clara for a comunicação sobre o que vem depois, mais o colaborador consegue focar em processar a situação em vez de ficar ansioso com o que não sabe.
O offboarding humanizado inclui uma entrevista de desligamento estruturada, suporte com documentação e referências profissionais quando pertinente, e uma despedida que reconhece a contribuição do colaborador durante o tempo em que esteve na empresa.
Segundo dados do relatório de offboarding da Greenhouse, empresas que conduzem processos de desligamento estruturados têm até 2,9 vezes mais chances de receber avaliações positivas de ex-colaboradores em plataformas como Glassdoor. Esse dado tem impacto direto na capacidade de atração de novos talentos.
Um desligamento mal conduzido afeta não apenas quem sai, mas toda a equipe que observa. A forma como a empresa trata alguém no momento da saída comunica para os que ficam o que podem esperar se um dia forem eles.
Gestores que comunicam desligamentos com transparência e respeito constroem equipes com mais confiança. Gestores que evitam explicações, terceirizam a comunicação para o RH ou deixam o colaborador descobrir a notícia de forma abrupta criam um ambiente de insegurança que compromete o engajamento de quem permanece.
A marca empregadora não é construída apenas pelas campanhas de atração ou pelos benefícios oferecidos. Ela é construída, tijolo a tijolo, por cada experiência que colaboradores e ex-colaboradores têm com a empresa.
Um colaborador que viveu uma admissão acolhedora e um desligamento respeitoso tende a recomendar a empresa como lugar para trabalhar, mesmo não estando mais lá. Esse tipo de advocacy espontâneo tem valor que nenhuma campanha de employer branding consegue replicar com o mesmo grau de credibilidade.
O caminho inverso também é real: avaliações negativas em plataformas de emprego, conversas de mercado e reputação deteriorada são consequências diretas de processos de entrada e saída conduzidos sem cuidado.
O RH não é o único responsável pela qualidade desses processos, mas é quem define os padrões, treina as lideranças e garante que eles sejam seguidos com consistência.
Na admissão, o RH estrutura o fluxo, garante que a documentação esteja em ordem, orienta o gestor sobre como conduzir os primeiros dias e acompanha a integração ao longo do período de experiência.
No desligamento, o RH prepara o gestor para a conversa, conduz a entrevista de desligamento, garante que os prazos legais sejam cumpridos e assegura que o processo de rescisão aconteça com clareza e dentro da lei.
Em ambos os casos, o RH é o guardião da experiência. Quando o RH cria protocolos claros e os treina nas lideranças, a qualidade desses momentos deixa de depender do perfil de cada gestor e passa a ser uma característica consistente da organização.
Colaboradores chegam e saem. O que permanece é a memória de como foram tratados nesses dois momentos. Uma empresa que cuida da entrada e da saída com a mesma atenção que dedica ao desempenho no meio do caminho constrói uma reputação que atrai, retém e deixa portas abertas.
Isso não exige grandes investimentos. Exige protocolo, consistência e a convicção de que tratar bem as pessoas é, também, uma decisão de negócio.
Cuidar das pessoas em cada etapa da jornada começa por oferecer o que elas realmente valorizam. O iFood Benefícios apoia empresas que investem na experiência do colaborador com uma solução multibenefícios completa: vale-alimentação, vale-refeição, mobilidade, saúde, educação, cultura, bem-estar e home office em um único cartão, com mais de 11 milhões de estabelecimentos físicos credenciados.
Se você é gestor de RH e quer fortalecer a experiência do colaborador em toda a jornada, conheça as soluções do iFood Benefícios. Se você é colaborador e acredita que essa proposta pode contribuir para sua empresa, compartilhe com o RH.
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