Pesquisa de engajamento: do diagnóstico ao plano de ação

Confira como o RH evoluiu do foco operacional para uma atuação estratégica, orientada por dados, pessoas e resultados.
28 de Setembro de 2026
Leitura de 6 min
A área de Recursos Humanos passou por uma grande transformação ao longo das últimas décadas. Se antes a área estava concentrada em atividades administrativas e no cumprimento de obrigações trabalhistas, hoje o RH participa cada vez mais das decisões estratégicas das organizações e da construção de experiências melhores para os colaboradores.
Essa evolução pode ser compreendida por meio do conceito das 4 ondas do RH, associado ao trabalho do professor e especialista em gestão de pessoas Dave Ulrich. O modelo apresenta diferentes estágios de desenvolvimento da área, mostrando como o RH ampliou seu papel e passou a contribuir de maneira mais direta para a geração de valor para o negócio.
Mais do que uma divisão histórica, as quatro ondas ajudam a entender como as prioridades, responsabilidades e expectativas em relação ao RH foram mudando. Da administração de processos à atuação estratégica e à conexão com fatores externos à organização, cada etapa representa uma nova forma de pensar a gestão de pessoas.
A seguir, entenda o que são as 4 ondas de RH e quais são as principais características de cada uma delas.
A primeira onda é marcada pela atuação administrativa, operacional e reativa do RH. O principal objetivo era garantir que os processos relacionados aos funcionários funcionem corretamente, com padronização, controle e cumprimento das obrigações legais.
Principais características:
Em resumo: o foco está em fazer o básico funcionar com eficiência, segurança e conformidade.
Na segunda onda, o RH amplia sua atuação e passa a se especializar na gestão e desenvolvimento das pessoas. A preocupação deixa de estar concentrada apenas nos processos e passa a incluir a experiência, o desempenho e o desenvolvimento dos colaboradores.
Principais características:
Em resumo: o foco passa a ser desenvolver pessoas e criar condições para melhorar sua experiência e performance.
A terceira onda consolida o RH como parceiro do negócio. A área passa a relacionar suas decisões às necessidades estratégicas da organização, buscando desenvolver as capacidades necessárias para sustentar o crescimento e os resultados.
Principais características:
Em resumo: o RH passa a responder como as pessoas, competências e estruturas organizacionais podem contribuir diretamente para a execução da estratégia.
Na quarta onda, o RH amplia ainda mais seu campo de atuação. Além de utilizar dados e evidências para antecipar cenários e orientar decisões, a área passa a considerar fatores externos, como clientes, mercado, concorrência, tecnologia, regulamentação e reputação.
Principais características:
Em resumo: o RH passa a combinar dados, visão externa e capacidade de antecipação para demonstrar seu impacto tanto nas pessoas quanto nos resultados do negócio.
Considerando a evolução apresentada pelas quatro ondas, o mercado de RH atualmente se encontra predominantemente na quarta onda. Nessa etapa, a área amplia seu olhar para além dos indicadores internos, como turnover, clima e tempo de contratação, e passa a avaliar também como suas decisões influenciam a experiência do cliente e os resultados do negócio.
Essa mudança, associada por Dave Ulrich à transição do modelo inside-out para o outside-in, representa uma nova forma de pensar a gestão de pessoas. Em vez de partir apenas das necessidades internas da organização, o RH considera também as demandas do mercado, dos clientes e do ambiente externo para definir suas práticas e prioridades. Assim, a gestão de pessoas passa a ter um papel ainda mais conectado à geração de valor para toda a organização.
A adoção da quarta onda pode começar a qualquer momento, mas algumas iniciativas são especialmente importantes para direcionar essa transformação:
Na quarta onda, a tecnologia deixa de ser utilizada apenas para registrar informações e executar tarefas administrativas. As ferramentas de RH passam a ter um papel mais estratégico, coletando e integrando dados sobre a jornada dos colaboradores com indicadores do negócio.
Com processos automatizados e informações mais estruturadas, o RH consegue reduzir atividades operacionais, identificar tendências e dedicar mais tempo à análise de dados e à tomada de decisões estratégicas.
Nesse contexto, a gestão de benefícios também pode fazer parte da evolução para uma atuação mais estratégica do RH. O iFood Benefícios, vale-alimentação e refeição do iFood, oferece uma plataforma que centraliza diferentes benefícios e amplia a flexibilidade para os colaboradores, permitindo que as empresas considerem diferentes necessidades e perfis dentro das equipes.
Dessa forma, a gestão de benefícios deixa de ser apenas uma atividade operacional e pode contribuir para uma melhor experiência do colaborador, alinhando as práticas de pessoas aos objetivos da organização. Quer saber mais? Entre em contato com nossa equipe de especialistas e não se esqueça de seguir o iFood Benefícios nas redes sociais para ficar sempre por dentro das nossas últimas novidades:
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